A governista Claudia Sheinbaum venceu no domingo (2) as eleições presidenciais no México, segundo projeção do Instituto Nacional Eleitoral (INE). Com pouco mais de 30% das urnas apuradas, por volta das 3h desta segunda-feira (3), a candidata somava 57% dos votos, contra 30% da principal rival na disputa, a senadora Xóchitl Gálvez.
Com base nesses números, o INE apresentou no fim da noite de domingo uma projeção que indica que Sheinbaum vencerá o pleito com 58,3% a 60,7% do total de votos. Gálvez alcançará entre 26,6% e 28,6%, segundo o INE.
Sheinbaum é cientista, tem 61 anos e foi prefeita da Cidade do México entre 2018 e 2023. Ao tomar posse, se tornará a primeira mulher a presidir o México. Na campanha, Sheinbaum prometeu dar continuidade ao governo do esquerdista Andrés Manuel.
“Eu me tornarei a primeira mulher presidente do México”, disse Sheinbaum, com um sorriso no rosto, em um hotel da Cidade do México, no início da madrugada desta segunda-feira. “Nós demonstramos que o México é um país democrático com eleições pacíficas”, disse a presidente virtualmente eleita.
O presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, disse, ainda na noite do domingo, que “hoje é um dia de glória” no país por causa da vitória de Claudia Sheinbaum nas eleições presidenciais “O povo do México decidiu livre e democraticamente que Claudia Sheinbaum se converta na primeira mulher presidente em 200 anos de vida independente da nossa República”, declarou nas redes sociais.
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Filha da elite intelectual da Cidade do México, Cláudia Sheinbaum foi militante do movimento estudantil na universidade antes de se lançar na carreira política, sempre muito próxima a López Obrador, e promete continuar o seu governo — incluindo a controvertida proposta de reforma da Constituição, criticada por opositores e analistas por enfraquecer o judiciário e a autoridade eleitoral mexicana.
Político experiente e carismático, Obrador encerra a presidência com aprovação na casa dos 60%. Ele tem como legado a valorização do salário mínimo e o aumento dos benefícios sociais no México, mas é apontado pelos críticos como líder de tendências autoritárias no país que ainda tenta consolidar sua democracia.
Sua sucessora, Claudia Sheinbaum terá como principal desafio a violência dos cartéis de drogas, que marcou as eleições, com pelo menos 34 candidatos ou aspirantes assassinados, segundo levantamento do think tank Laboratório Eleitoral.
Para segurança, ela propõe o fortalecimento da Guarda Nacional e uma estratégia de largo prazo para evitar que os jovens sejam recrutados pelo crime organizado. A ideia está em linha com a política “Abraços, não balas” de Obrador, que defende combater a violência a partir das suas causas.

