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CMN cria crédito emergencial de R$ 500 milhões para Minas Gerais

CMN cria crédito emergencial de R$ 500 milhões para Minas Gerais

Foto: Reprodução/Ricardo Stuckert/PR

Pessoas físicas e empresas afetadas pelas enchentes em Minas Gerais terão acesso a uma linha emergencial com recursos do pré-sal. Em reunião extraordinária nesta sexta-feira (13), o Conselho Monetário Nacional (CMN) regulamentou a operação de crédito.

A medida autoriza a utilização de até R$ 500 milhões do superávit financeiro do Fundo Social do Pré-Sal, conforme previsto na Medida Provisória nº 1.337 de 2026. O objetivo é apoiar a recuperação econômica e social das regiões atingidas por desastres naturais reconhecidos pelo governo federal.

Crédito

Os recursos poderão ser usados para a reconstrução de instalações danificadas e aquisição de máquinas e equipamentos. Por outro lado, também está à disposição das empresas um momento para seu capital de giro. Segundo o governo, a iniciativa busca acelerar a retomada da atividade produtiva e recompor a capacidade econômica local nas áreas atingidas.

As operações serão, então, realizadas por meio do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, que atuarão como agentes financeiros e assumirão integralmente o risco das operações. Os pedidos de financiamento poderão ser apresentados às instituições até 4 de julho de 2026.

Taxas

Os encargos financeiros das operações serão compostos por duas partes: a remuneração das instituições financeiras e a remuneração do Fundo Social.

Limites

Os valores máximos de financiamento variam, portanto, conforme o perfil do beneficiário, com valores entre R$200 mil e R$50 milhões. Até R$ 200 mil, serão pessoas físicas com atividades produtivas nos setores agropecuário, florestal, pesca ou aquicultura. Na faixa até R$ 500 mil; microempresas e empresas de pequeno porte. Já empresas maiores terão possibilidade de solicitar valores na casa do milhão. Serão três categorias:

Os financiamentos terão prazos diferentes conforme a finalidade do crédito. Em casos que envolvam capital de giro: até 60 meses, com até 12 meses de carência. Já para projetos de reconstrução ou equipamentos, porém: até 120 meses, também com 12 meses de carência.

Segundo o governo, o uso do superávit do Fundo Social não gera impacto no resultado primário das contas públicas, já que as instituições financeiras assumirão o risco das operações .

O CMN é o principal órgão responsável pela formulação da política monetária e financeira do país. O colegiado é presidido pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e também é composto pelo presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Muricca Galípolo, e pela ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet.

Com informações da Agência Brasil

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