O acordo para que Santa Maria de Itabira não tenha propagandas eleitorais em carros de som durante o período de campanha foi desfeito nessa quinta-feira, 18 de agosto, durante reunião no Fórum Desembargador Drummond, em Itabira. É que uma das coligações que disputam a Prefeitura do município voltou atrás e resolveu não assinar o acordo firmado com os demais concorrentes.
O pedido foi feito pela da coligação “O Melhor para Santa Maria”, encabeçada pelo candidato Reinaldo das Dores Santos (Pros). Representantes do grupo não participaram da reunião que fechou o acordo no início desta semana, mas, de acordo com a juíza Fernanda Chaves Carreira Machado, um membro da coligação havia dito por telefone que concordavam com a proibição de carros de som e que assinariam o termo posteriormente.
A chapa alegou que pelo fato de a zona rural de Santa Maria de Itabira ser grande, se faz necessário o uso do som volante, para divulgar a campanha em todo o território do município.
A juíza Fernanda Chaves não gostou da reviravolta e questionou o posicionamento da coligação, mas disse não poder fazer nada, já que eles não haviam assinado o documento. “O acordo tinha que ser feito por todos. Para ser cumprido, todos tinham de assinar. Ele deu a palavra para minha chefe de cartório, confirmou a palavra dele. Hoje voltou atrás e falou que não assina. Eu não posso obrigar a assinar”, lamentou.
Com isso, as outras definições da reunião, como a proibição da utilização de fogos de artificio até dez dias depois da eleição, também não estão valendo. A juíza ainda se mostrou aberta a reunir de novo com as coligações de Santa Maria de Itabira para discutir o assunto. “O acordo não valeu. A gente pode tenta reunir de novo com Santa Maria, fazer um novo acordo, permitindo carro de som. Estou à disposição na Justiça Eleitoral. Se Santa Maria me procurar, eu vou fazer um acordo com os demais itens e só excluir o carro de som”, disse.
Além de Reinaldo Santos, concorrem para o cargo de prefeito em Santa Maria de Itabira os candidatos Vicente Humberto (PMB) e Geraldo Noé (PDT).

