Comércio fechado, lojistas e empresários criticando a Prefeitura de João Monlevade; e a Associação Comercial Industrial e de Prestação de Serviços (Acimon) cobrando diálogo ao Executivo. Esse é o panorama de Monlevade, diante da manutenção do decreto municipal que autoriza o funcionamento apenas de serviços considerados essenciais, como supermercados e farmácias, bem como agências bancárias. Assim, lojistas e empresários organizam uma manifestação contrária à prefeita Simone Carvalho Moreira (PTB) a partir de amanhã (14).
Conforme apurado pela reportagem da DeFato, o principal questionamento dos comerciantes é o que definem como “isolamento econômico”. Isso porque eles alegam que o Executivo não vem fiscalizando os locais abertos, onde há aglomeração de pessoas. No último final de semana, circularam em redes sociais fotos em que é possível ver corredores de supermercados lotados. Já nesta segunda, a reportagem da DeFato flagrou uma fila em frente à Caixa Econômica Federal, sem qualquer distanciamento entre as pessoas.
O manifesto dos comerciantes será feito a partir de faixas, que serão afixadas nas portas das lojas. As faixas terão diferentes frases questionando a administração pública e criticando a falta de diálogo com os lojistas, bem como a falta de fiscalização em locais em que é permitido o funcionamento.
Prefeitura se manifesta
A reportagem questionou a Prefeitura de Monlevade sobre a possibilidade de flexibilização para abertura das lojas. O Executivo afirmou que aguarda orientação do Ministério da Saúde e do Governo do Estado para adotar as medidas necessárias. A reportagem questionou ainda se o hospital de campanha, que foi anunciado em março que ficaria pronto em uma semana, está em funcionamento. A Prefeitura justificou que foram finalizadas a limpeza do espaço e as partes elétrica e hidráulica e que trabalha para colocar o hospital de campanha em funcionamento tão logo possível.
Acimon lamenta fata de diálogo
A DeFato ouviu também a Associação Comercial Industrial e de Serviços de João Monlevade (Acimon). Segundo a diretoria, a associação continua trabalhando pelo consenso entre as áreas de saúde e econômica, “mas estamos à mercê da vontade política, apesar do governador ter colocado que a decisão de flexibilização é responsabilidade de cada Prefeitura definir”, destacou a diretoria, em nota enviada à redação.
Outro ponto destacado no texto é que “se percebe uma intransigência no sentido de alteração do decreto municipal, que inclusive, em nosso entendimento, já deveria estar com uma minuta dessa flexibilização pronta e alinhada com as instituições de saúde e empresariais da cidade, contemplando as exigências a serem cumpridas tanto pelos empresários quanto pela população, visando a prevenção e avanço controlado do covid-19”.
Por fim, a Acimon afirma que no caso de Monlevade, impera a falta de diálogo com o poder público. “A prefeita está inacessível, e a administração não tem demonstrado preocupação e sensibilidade aos impactos econômicos causados às empresas no município e consequente perdas de postos de trabalho”, finaliza a associação.

