Após Alexandre Kalil (PSD) anunciar saída da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) para disputar as eleições de 2022 para o governo de Minas, o vice-prefeito Fuad Noman assume o cargo nesta terça-feira (29). Ele assume até o final do mandato, em dezembro de 2024.
Junto da saída de Kalil, Jackson Machado renunciou ao cargo de chefia da Secretaria Municipal de Saúde, já não exercendo mais a função desde esta segunda-feira (28). Jackson Machado foi uma das peças fundamentais da gestão de Alexandre Kalil durante a pandemia. Agora, deve participar ativamente da campanha de Kalil pelo governo de Minas Gerais.
Além dele, Maria Fernandes Caldas também renunciou ao cargo da Secretaria Municipal de Política Urbana, e Castellar Modesto Guimarães Filho pediu exoneração do cargo de Procurador-Geral do Município.
Sobre Fuad Noman
Nascido em 1947, em Belo Horizonte, Fuad Noman é escritor, bacharel em Ciências Econômicas pelo Centro de Ensino Unificado de Brasília (Ceub) e pós-graduado em Programação Econômica e Execução Orçamentária. Doutor Honoris Causa pela Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), ingressou no serviço público como funcionário de carreira do Banco Central do Brasil.
Trabalhou no Tesouro Nacional, foi secretário-executivo da Casa Civil da Presidência da República durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, diretor do Banco do Brasil e presidente da BrasilPrev. Foi, também, consultor do Fundo Monetário Internacional para o governo de Cabo Verde.
Então filiado ao PSDB, no governo de Minas Gerais, foi secretário de Estado de Fazenda, entre 2003 e 2007, no primeiro mandato de Aécio Neves; e secretário de Estado de Transporte e Obras Públicas, entre 2007 e 2010, durante o governo de Antônio Anastasia. Também foi secretário extraordinário da Copa do Mundo e presidente da Gasmig.
Na Prefeitura de Belo Horizonte, foi nomeado, pelo prefeito Alexandre Kalil, secretário municipal de Fazenda, ao longo do primeiro mandato, de 2017 a 2020, ano em que foi eleito vice-prefeito de Belo Horizonte. Entre suas características, a discrição levou Fuad a ser considerado por Kalil o seu “baluarte” nos primeiros anos do primeiro mandato, aliando o perfil técnico às habilidades políticas, desenvolvidas em 50 anos de vida pública nos bastidores do poder.

