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Comando da CPMI vê decisão de Dino como precedente para Lulinha

Decisão do ministro Flávio Dino pode beneficiar Lulinha- Foto: José Cruz/Agência Brasil

A cúpula da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) teme que a decisão do ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), que suspendeu a quebra de sigilos da empresária Roberta Luchsinger, possa abrir precedente para anulação da quebra de sigilos bancário e fiscal de Luís Fábio Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Nesta quarta-feira (4), o presidente da Comissão, Carlos Viana (Podemos-MG), falou a respeito: “No nosso entender, a decisão pode ser estendida a todos, mas ela está apenas voltada para um caso. A advocacia entrará com os recursos necessários para que a gente possa ter uma definição”.

Viana também informou que acionou a advocacia do Senado para analisar recurso sobre a decisão, além de avaliar as repercussões da determinação do ministro.

Dino suspendeu a decisão da CPMI do INSS, feita em votação simbólica e em bloco, da quebra de sigilos da empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha e do “Careca do INSS”, preso por envolvimento na fraude do Instituto Social.

Para Dino, a Comissão não poderia ter aprovado a quebra de sigilo da empresária em bloco, mas sim em análise individualizada do requerimento. O ministro concordou em parte com o pedido de Roberta. A base governista já havia questionado junto a Alcolumbre (União Brasil-AP) a forma como se deu a votação. O presidente do Senado ouviu a advocacia do parlamento que concluiu pela normalidade. Alcolumbre manteve a validade do resultado.

*Fonte: CNN

 

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