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Compostagem e hortas escolares ganham espaço em unidades municipais de Itabira

Compostagem e hortas escolares ganham espaço em unidades municipais de Itabira

Foto: Reprodução/Freepik.

As escolas municipais de Itabira passarão a desenvolver a compostagem e o cultivo de hortaliças como práticas permanentes de educação ambiental. A iniciativa será apresentada entre os dias 28 e 31 de outubro, dentro da programação da Semana de Resíduos 2025, que traz como tema “Mãos à Horta: da compostagem ao desenvolvimento sustentável”.

O projeto une a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Proteção Animal (Semapa) à Secretaria Municipal de Educação, com apoio de outras pastas e da Itaurb. A proposta pretende envolver estudantes, profissionais da escola e merendeiras em ações voltadas ao reaproveitamento de resíduos produzidos no dia a dia escolar.

A compostagem será o ponto de partida para transformar restos de alimentos em adubo orgânico, utilizado nas hortas que serão implantadas ou ampliadas nas instituições de ensino. Além do contato com os canteiros, os alunos participarão de oficinas e atividades formativas sobre cuidado com o solo, plantio e acompanhamento das composteiras.

Segundo o coordenador de Gestão Ambiental da Semapa, Roberto Dias Martins da Costa, o projeto demonstra que o descarte pode dar lugar à produção. Ele explica que, ao acompanhar o ciclo dos resíduos até se tornarem adubo, os estudantes consolidam noções de responsabilidade ambiental e cuidado coletivo.

A secretária municipal de Meio Ambiente e Proteção Animal, Elaine Mendes, também ressalta a dimensão social e cultural das hortas escolares. De acordo com ela, o incentivo ao cultivo reforça a importância da soberania alimentar e aproxima as crianças de saberes tradicionais relacionados à alimentação.

A iniciativa está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 das Nações Unidas, sobretudo no que se refere ao combate ao desperdício e à promoção de hábitos saudáveis. Em Itabira, a expectativa é que as ações contribuam tanto para a melhoria da alimentação escolar quanto para o fortalecimento da educação ambiental no currículo.

Com o início do programa, as escolas passam a integrar uma rede que pretende ampliar a produção de hortaliças, reduzir o volume de resíduos e estimular práticas sustentáveis que acompanhem os estudantes para além da sala de aula.

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