Reportagem veiculada na edição 76 do Jornal DeFato Cidades Mineradoras
O período eleitoral sempre rende muitas discussões. Mas se o período em questão, acontece em um ano marcado por um vírus com alto poder de contaminação, então os debates se intensificam mais ainda. Faltando muito pouco para as eleições municipais, a reportagem da DeFato decidiu ir às ruas para saber o que os itabiranos acham das votações durante pandemia.
As eleições deste ano ocorrem em meio a um surto mundial responsável pela morte de milhões de pessoas. O voto é obrigatório para os alfabetizados maiores de 18 e menores de 70 anos.
A estudante Karen Almeida, 18 anos, exercerá seu papel de cidadã pela primeira vez, este ano. Ela escolheu não votar durante as eleições presidenciais, em 2018, pois queria se preparar melhor. Entretanto, afirmou que se sente insegurança por causa da pandemia.
“É meu primeiro voto e eu entendo a responsabilidade por trás disso, porém eu não concordo que a eleição seja realizada diante do cenário atual. Acho uma determinação arriscada”, pontuou a estudante.
Mas assim como Karen, outros eleitores também se mostraram desconfortáveis com a decisão. A comerciante Cleonice Moura, 34 anos, disse que não tem expectativas para o pleito deste ano. Tanto que ainda nem pesquisou sobre os candidatos, como de costume. “Nós mal estamos conseguindo trabalhar, imagina decidir o futuro do nosso país”, relatou.
A empresária Ana Clara, 29 anos, contou que há 11 faz questão de levar às urnas os nomes que merecem sua confiança, mas que não tem se sentido tão segura este ano. Apesar disso, acredita que a pandemia será um problema para os candidatos. “Eu sinto que com a flexibilização, as pessoas perderam o medo do vírus. Não creio que o Covid-19 será um empecilho durante as eleições”, disse.
O subtenente da reserva da Polícia Militar, Márcio Felisberto, 55 anos, crê que as eleições na pandemia afetarão, sim, o desempenho de alguns candidatos. “O coronavírus restringiu muito o tempo de campanha eleitoral. Para os candidatos que já estão nos cargos, as coisas estão mais fáceis, porque já são conhecidos”, explicou.

