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Corpos de vítimas de acidente na BR-251 serão levados para identificação em BH

Corpos de vítimas de acidente na BR-251 serão levados para identificação em BH

Foto: Divulgação/CBMMG

A Polícia Civil de Minas Gerais investiga as causas do acidente entre um ônibus e uma carreta que deixou oito pessoas mortas na BR-251, mas adiantou que  ainda não é possível confirmar a dinâmica da ocorrência. A colisão ocorreu na madrugada desse domingo, 24 de maio, em Santa Cruz de Salinas, no Norte de Minas, e os dois veículos seguiam em sentidos opostos e pegaram fogo após o impacto. 

 O ônibus havia saído de São Bernardo do Campo, em São Paulo, com destino a Aracaju, em Sergipe. A carreta seguia de Fortaleza, no Ceará, para Piracicaba, no interior paulista.

“De imediato, a gente não consegue falar a dinâmica. É preciso aguardar a conclusão do laudo pericial de local, que vai apontar para que lado os veículos estavam indo, como ficaram após o acidente, qual era a condição da pista, se houve frenagem e deslocamento. Quando o laudo estiver pronto, vamos conseguir trazer respostas mais claras para a população”, afirmou o delegado regional Douglas Ferraz.

Segundo a perícia, foram observadas marcas de frenagem, danos nos veículos e a posição final das estruturas após o impacto. Esses elementos serão analisados de forma conjunta para indicar a causa do acidente. A Polícia Civil trabalha com prazo médio de 30 dias para concluir a investigação, mas informou que o caso terá prioridade pela gravidade e repercussão.

“O desafio agora é a identificação. Por se tratar de corpos atingidos pelo incêndio, o estado em que foram encontrados dificulta esse reconhecimento no primeiro momento. Eles foram levados para Belo Horizonte, para o setor de antropologia da medicina legal, onde passarão por exames específicos”, explicou o médico-legista Thiago Nobre Rodrigues.

A identificação pode ser feita por coleta de DNA de familiares de primeiro grau. Também poderão ser usados exames comparativos, como documentos odontológicos e radiografias feitas em vida, caso esse tipo de material esteja disponível.

A Polícia Civil informou que familiares não precisam ir a Taiobeiras para a coleta de material genético. O procedimento pode ser feito em postos de perícia em Minas Gerais ou em outros estados, com envio posterior para análise em Belo Horizonte. A corporação também deve disponibilizar um canal para envio de documentos que ajudem na comparação.

Além das vítimas fatais, sobreviventes foram atendidos em hospitais da região. Em Taiobeiras, um casal de idosos que seguia para Salvador recebeu atendimento e foi liberado ainda no domingo. O motorista do ônibus sofreu fraturas na perna e deve passar por cirurgia.

Em Pedra Azul, seis pessoas deram entrada no hospital, sendo cinco passageiros do ônibus e o motorista da carreta. Quatro passageiros já receberam alta e aguardavam transporte para seguir viagem. Um passageiro permaneceu internado, assim como o condutor da carreta, que também deve passar por procedimento cirúrgico.

A rodovia ficou interditada por mais de 11 horas após o acidente, com congestionamento nos dois sentidos. O trânsito foi liberado ainda no domingo, depois dos trabalhos de resgate, perícia e remoção dos veículos.

A investigação deve ouvir vítimas, testemunhas e equipes que atuaram no atendimento.

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