Balanço publicado nesta segunda-feira (01/06) pelos Correios apontam um resultado líquido negativo de R$ 3,158 bilhões no trimestre, um prejuízo de 83,02% em relação ao mesmo período de 2025, quando o déficit foi de R$ 1,725 bilhão.
O balanço indica como fatores que impulsionaram o saldo negativo neste primeiro trimestre as despesas gerais e administrativas, assim como as despesas financeiras.
Foram gastos R$ 2,26 bilhões na conta que engloba, como exemplo, custo com pessoal e contratação de serviços advocatícios, em virtude dos diversos processos judiciais de natureza trabalhista, cível e fiscal. O total do primeiro trimestre de 2025 com as despesas administrativas, foi de R$ 1,22 bilhão.
Em outra frente, as despesas financeiras ultrapassaram R$ 282,9 milhões para R$ 985 milhões, no mesmo período de comparação, puxadas, especialmente, por encargos do financiamento da dívida interna (juros e IOF). Houve reconhecimento de juros e multa de tributos que incidiram sobre imposto de importação no período de 2025 e no primeiro trimestre de 2026.
Na tentativa de viabilizar a liquidez num curto prazo, a estatal anunciou em novembro passado a operação de crédito com aporte de R$ 20 bilhões.
O Tesouro Nacional aprovou um empréstimo inferior, de até R$ 12 bilhões aos Correios. Uma capitalização adicional de até R$ 8 bilhões prossegue em tratativa.
Na semana passada, o Tribunal de Contas da União (TCU) deu ciência ao governo federal sobre a possível violação de dispositivos da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) com a ausência de verificação “própria e independente” das premissas financeiras que embasaram o plano de reestruturação dos Correios, comunicando também a insuficiência da análise sobre a capacidade de pagamento da estatal para fins de concessão de garantia da União e operação de crédito no valor de R$ 12 bilhões.
Segundo o TCU, esse segundo ponto afronta o dispositivo que trata da capacidade de pagamento de empresas estatais em operações de crédito, previsto no decreto de janeiro de 2024 (º11.907/2024).
A Corte também alertou o Poder Executivo Federal que há ampliação da “exposição” da União com a ausência de avaliação externa sobre as premissas de receitas, despesas e fluxos de caixa que fundamentam os planos de equilíbrio econômico-financeiro de estatais.
*Fonte: Jovem Pan

