A retomada do Circuito da Lua é uma das principais reivindicações de corredores em Itabira. O evento se tornou tradicional na cidade, mas perdeu apoio e sua última edição foi realizada em 2016. Na última semana, o assunto foi apresentado ao novo governo municipal: associações encontraram a secretária de Esportes, Lazer e Juventude (Smelj), Natália Lacerda. Em aceno ao segmento, a gestora manifestou interesse no fomento da competição. Disse que deseja estrutura-la para quando as condições pandêmicas forem seguras.
O encontro, na quinta-feira (28), reuniu representantes de equipes como Speedy Fox, Mulher Maravilha, Futsamba Runners, Papa-Léguas e Elite. Natália já havia mapeado o evento de corrida e o viu com bons olhos. “Eu acredito na modalidade, porque além do lazer, nos gera turismo: vêm pessoas de outras cidades e estados. Também gera renda, porque movimenta a economia do ponto de vista de estruturas que vão ser contratadas; de comerciantes, setor hoteleiro etc. Movimenta um ecossistema”, comentou a secretária.
O Circuito da Lua foi realizado por alguns anos, com incentivo e suporte da Prefeitura. Começou com quatro etapas e, no último ano de realização, teve duas fases, com percursos de 5 km e 10 km. O evento mobilizava desde atletas de alto rendimento àqueles que, até então, não tinham o hábito da atividade física.
“O circuito agregou muito para a comunidade itabirana. A participação das pessoas teve uma crescente a cada edição. Inclusive, com o circuito, cresceu o número de adeptos à caminhada e à corrida em Itabira. Isso é prova do quanto a iniciativa foi assertiva”, conta Adilson de Sá, um dos 17 diretores da Associação dos Corredores de Rua Speedy Fox. Hoje com 564 filiados, o grupo é um dos maiores do estado.
Adilson já organizou o Circuito da Lua, com o professor Anderson Martins Cerceau, secretário de esportes na gestão de Damon Lázaro de Sena (PV). “O circuito tem custo considerável e, por isso, o apoio do poder público é fundamental. Nas competições externas que participamos antes da pandemia, muitos atletas de fora nos perguntavam sobre o evento. Ele (o evento) tem um potencial enorme para a cidade”, continuou o atleta.
Natália Lacerda se dispôs a estudar o formato junto às associações, avaliar seu custo e possibilidade de aporte financeiro pela Smelj, em parceria público-privada. “A meta é fazer do esporte uma ferramenta turística e de desenvolvimento econômico. Estive com nosso secretário de Desenvolvimento Econômico (Breno Carvalho Lage Pires), alinhamos sobre eventos que podem colocar Itabira na rota do turismo esportivo brasileiro”.
Outras demandas
Corredores pediram à secretária de esportes soluções também para a infraestrutura urbana voltada ao segmento. A retomada de convênios financeiros, correção de pistas irregulares e poda de árvores no percursos foram pontuados. “Pensamos também na demarcação da metragem da pista. Tudo vai constar em nosso diagnóstico para avaliar junto às demais secretarias”, concluiu Natália.

