A pandemia de Covid-19 chegou ao Brasil deixando muitos doentes e vítimas fatais. Por isso, em todo o país, diversas pessoas adotaram regime de quarentena, deixando a casa somente se extremamente necessário.
Apesar de não ser uma regra, pessoas com algumas características podem ter maior tendência a desenvolverem casos graves pela contaminação do novo coronavírus. São os pertencentes aos chamados grupos de risco.
Porém, é fácil observar que, entre os óbitos registrados, nem todos possuem as características que os tornariam mais vulneráveis. Isso evidencia a importância de que todos se cuidem e se protejam contra a Covid-19.
As recomendações, portanto, de médicos e especialistas da Rede D’Or São Luiz, é de que as pessoas fiquem em casa, se possível. Para além disso, também é essencial utilizar máscaras quando sair e esterilizar os objetos de farmácias e mercados.
Quem estiver nos grupos de risco deve ter cuidados redobrados, uma vez que a contaminação pelo vírus pode desencadear complicações.
Por isso, o conteúdo apresenta alguns desses grupos e busca entender porque o vírus pode ter um impacto maior nessas pessoas.
Idosos
São um dos grupos mais vulneráveis a casos graves por contaminação de Covid-19. Pessoas acima de 60 anos, em geral, possuem o sistema imunológico já mais enfraquecido – fazendo com que seja ainda mais difícil lutar contra a doença.
O declínio da função imunológica, ou seja, a redução da resposta imunitária do corpo, é comum com o avançar da idade. Dessa forma, os idosos são grupos de risco do novo coronavírus, mesmo sem outros problemas de saúde – como hipertensão e diabetes.
São considerados idosos a partir de 60 anos, porém, quanto mais velho, maior é o risco da doença evoluir para um caso grave.
Essa pode ser uma das explicações para a Itália ter sentido tão fortemente o impacto da doença, uma vez que o país tem uma das populações mais velhas da Europa.
Pacientes em tratamento oncológico
Assim como os idosos, quem está em tratamento contra o câncer também tem o organismo mais fragilizado e suscetível a diversas infecções virais ou bacterianas.
Indivíduos que estão fazendo quimioterapia, radioterapia ou que tenham feito a cirurgia de remoção do tumor há pouco tempo necessitam de medicamentos imunossupressores. É uma forma de evitar uma resposta agressiva do sistema imunológico ao próprio tratamento.
Dessa forma, os organismos de pacientes com esse perfil têm uma capacidade menor de lidar com a invasão de bactérias ou vírus, como a Covid-19.
Doentes crônicos e autoimunes
Seguindo a mesma lógica, pacientes com doenças crônicas ou autoimunes também estão mais vulneráveis ao novo coronavírus.
O primeiro grupo, por consequência, têm um sistema imunológico mais fraco e, além disso, muitas doenças autoimunes prevem o uso de medicamentos imunossupressores.
Dessa forma, uma contaminação pela Covid-19 pode ser ainda mais grave para pessoas com doenças como diabetes e hipertensão – fazendo com que seja necessário cuidado redobrado para esses pacientes.
Diabetes
O excesso de açúcar presente no sangue, por si só, já é um componente que dificulta o combate a invasões de vírus e bactérias.
Além disso, pacientes diabéticos podem demorar a apresentar os sintomas da Covid-19, pelo próprio enfraquecimento do sistema imunológico.
Isso é arriscado já que o tratamento demorará mais para, de fato, ser iniciado e faz com que a pessoa possa contaminar outros, sem saber – já que estará assintomática.
Por outro lado, quando os sintomas começam a aparecer, os diabéticos possuem uma reação inflamatória mais acentuada que o normal, o que pode fazer com que as consequências do vírus tenham potencial de ser ainda mais graves.
Hipertensão
Estes pacientes possuem o coração sobrecarregado naturalmente. Com a infecção pelo coronavírus, é possível que os músculos cardíacos sejam ainda mais atacados, originando inflamações do miocárdio.
Além disso, a Covid-19 utiliza-se de uma enzima conversora específica para se reproduzir dentro do organismo. Os remédios para controle da hipertensão aumentam a presença dessa enzina no corpo, fazendo com que a reprodução viral seja maior e mais rápida.
Por outro lado, médicos e pesquisadores apontam que uma hipertensão descontrolada pode ser um fator de risco ainda maior para o coronavírus.
Portanto, abandonar a medicação, principalmente sem acompanhamento profissional, é extremamente desencorajado.
Doenças respiratórias crônicas
Uma vez que o pulmão é um dos órgãos mais atacados pelo novo coronavírus, pessoas com doenças respiratórias crônicas estão nos grupos de risco.
Essas doenças, como bronquite e asma, apesar de comuns, acabam enfraquecendo o pulmão, tornando o órgão ainda mais sensível.
Para além disso, pelo grande enfraquecimento do corpo, a contaminação pelo vírus pode, inclusive, facilitar outras infecções bacterianas no pulmão.
Isso explica, também, porque fumantes fazem parte do grupo de risco do novo coronavírus, já que o fumo favorece o aparecimento de doenças pulmonares.
Doenças renais
Pessoas com doenças renais crônicas (DRC) também configuram um grupo de risco do coronavírus. Assim como as outras doenças citadas, elas também atacam o sistema imunológico.
Outra questão, específica para esses pacientes, é o comprometimento da produção de hormônios renais. A eritropoetina, substância responsável pela formação de glóbulos vermelhos, por exemplo, é um deles.
A falta dessas células sanguíneas provoca casos de anemia, que podem ser agravados após uma infecção viral, como a causada pela Covid-19.
Além disso, pacientes que realizaram transplante de órgãos – como muitos que têm DRC – também devem usar medicamento imunossupressor, a fim de evitar a rejeição.
Doenças cardiovasculares
Mais uma vez, o organismo de pacientes com doenças cardiovasculares é afetado, fazendo com que a defesa à invasões virais e bacterianas seja diminuída.
É observado também que, por essa imunidade mais baixa, há o aumento de produção de secreção, que pode rapidamente infectar o pulmão.
Além disso, como citado em casos de hipertensos, a Covid-19 afeta os músculos cardíacos, problema que é ainda maior para pacientes que já tenham doenças no órgão

