Como já noticiado pela DeFato, a CPI da Itaurb foi instaurada, de forma oficial, nesta quarta-feira (10). No mesmo dia, os vereadores Weverton Leandro Santos Andrade “Vetão” (PSB), Sebastião Ferreira Leite “Tãozinho” (Patriota) e Sidney Marques Vitalino Guimarães “do Salão” (PTB), respectivamente relator, presidente e vogal da comissão, se reuniram na Câmara de Itabira para discutir os trâmites iniciais do processo investigativo. Um dos acordos firmados entre o grupo é de que os intimados que não obedecerem ao convite formal da CPI para deporem poderão sofrer a chamada “condução coercitiva”, forma impositiva de levar sujeitos de um processo à presença das autoridades.
“A CPI tem poder de polícia, ela intima as pessoas. Deliberamos como comissão, para que o processo seja célere, que a pessoa será intimada com o prazo de uma semana para se organizar. E caso ela não venha, faremos a solicitação judiciária de condução coercitiva. Se não tiver uma fundamentação legal, solicitamos ao judiciário para fazer a condução coercitiva dessa pessoa”, explicou Vetão.
A princípio, a CPI da Itaurb intimará dez depoentes, entre eles ex-presidentes (de 2019 a 2023), ex-funcionários e empresários. Todos serão ouvidos na quarta-feira que vem (17), entre 9h e 19h. As oitivas poderão ser abertas ao público (no plenário da Câmara) ou fechadas, de acordo com a escolha de cada depoente.
Também está prevista a contratação de um serviço contábil para análise financeira da Itaurb nos últimos cinco anos. O objetivo, diz Sidney do Salão, é finalizar todo esse processo em 90 dias.
“Tendo o apoio do governo ao nosso trabalho, vamos nos empenhar muito para entregar (os resultados da CPI) em 90 dias”, disse o petebista.

