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CPI recebe força-tarefa que apura tragédia em mina da Vale

senadora Rose de Freitas

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) para apurar os desdobramentos da tragédia de Brumadinho vai receber, nesta quinta-feira, 21 de março, às 9h30, no Plenarinho IV, integrantes do grupo de força-tarefa designada pelo Ministério Público para coordenar as investigações sobre o rompimento da barragem da Mineradora Vale, ocorrido em 25 de janeiro, na Mina Córrego do Feijão. A finalidade é apresentar a proposta de trabalho CPI ao grupo de trabalho.

De acordo com o presidente da comissão, deputado Gustavo Valadares (PSDB), nesse primeiro encontro, os deputados vão se apresentar como colaboradores da força-tarefa, até mesmo para ajudar na construção do inquérito elaborado por ela, e convidar seus integrantes a também participarem dos trabalhos da comissão.

“É um primeiro contato para mostrarmos que somos parceiros e não adversários. Queremos também ouvi-los para saber em que pé está cada um dos inquéritos por eles trabalhado”, completou Gustavo Valadares.

Entre os convidados da reunião está a coordenadora do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça do Meio Ambiente, Patrimônio Cultural, Habitação e Urbanismo, a promotora Andressa de Oliveira Lanchotti. Também foram chamados representantes das forças policiais e de outras instituições que atuam na crise gerada pelo rompimento da barragem de rejeitos de minério.

CPI

A comissão foi criada para apurar os fatos relativos ao rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). A tragédia na mina da Vale fez mais de 300 vítimas, entre mortos e desaparecidos.

Conforme o Regimento Interno da ALMG, a CPI possui poderes de investigação próprios das autoridades judiciais e terá prazo de 120 dias para apuração dos fatos, prorrogável por mais 60.

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