Inaugurado em fevereiro deste ano, o Laboratório de Mídias da Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade (FCCDA) recebeu, até aqui, sete projetos. O espaço conta com equipamentos de captação de imagem, gravação e edição, tendo como principal foco fomentar a produção audiovisual da região. Ele surgiu após uma procura por materiais antigos da TV Cultura, extinta na última gestão Ronaldo Magalhães. Com a ajuda de funcionários da Empresa de Desenvolvimento de Itabira (Itaurb), os equipamentos foram encontrados e incrementados ao projeto.
O primeiro edital para artistas interessados em utilizar o Laboratório de Mídias foi lançado ainda em fevereiro. Nesta segunda-feira (29), Marcos Alcântara, superintendente da FCCDA, deu mais detalhes sobre o funcionamento do espaço. Ele esteve na Câmara Municipal para prestar contas da fundação.
“Nós soltamos o edital do Laboratório de Mídias. Temos sete projetos aprovados, todos eles estão em execução, um destes projetos já foi para rede social, que é o PodSô”, explica.
O superintendente também afirmou que projetos de audiovisual costumam ser mais demorados. Segundo ele, os efeitos do Laboratório poderão ser melhor sentidos daqui a seis meses, quando ele completar um ano.
“É um laboratório de audiovisual, o audiovisual é um processo que demora, não tem resultado imediato. As pessoas tem que ir pro estúdio, produzir, então não é tão rápido. Acreditamos que vamos entender melhor os resultados deste laboratório daqui a uns seis meses”, completa.
Por fim, Marcos Alcântara ressalta que o espaço é gratuito aos artistas da região. “Hoje o custo para alugar um estúdio é cerca de 120 reais. Mas a Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade cede esse espaço de graça.”

