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Crimes de lesa humanidade: Promotor pede extradição de Maduro para julgamento na Argentina

De Nova York Maduro poderá ser extraditado para Buenos Aires- Foto: Casa Branca/Reprodução

O promotor público argentino, Carlos Stornelli, solicitou à Justiça do seu país a extradição do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, capturado pelas forças militares dos Estados Unidos e levado a Nova York, onde será julgado.

Carlos Stornelli ganhou notoriedade por conduzir investigações contra a ex-presidente Cristina Kirchner, por suborno.

O processo contra Maduro por acusações de crimes de lesa humanidade foi criado em 2023 e agora reaberto após sua prisão pelo governo Donald Trump.

Por causa da abertura do processo contra o ex-presidente da Venezuela, Stornelli abriu mão de viajar a Buenos Aires em 2023 para uma reunião da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) por ser alvo de prisão.

À época, Maduro afirmou “existir um plano traçado no seio da direita neofacista”.

Ao reabrir o processo, o promotor argentino alegou que Maduro não compareceu à convocação para prestar declarações à Justiça argentina e afirmou que há ordem de detenção aberta contra Maduro no país.

Também o ministro do Interior e da Justiça da Venezuela, Diosdado Cabello é alvo do mesmo processo. Cabelo permanece em Caracas.

As denúncias foram feitas pelo Foro Argentina para Defesa da Democracia (FADD), entidade que congrega juristas de direita e que reuniu relatórios de organismos internacionais sobre supostas violações de direitos humanos na Venezuela, além de depoimentos de refugiados venezuelanos na Argentina.

A acusação vigente em Buenos Aires acontece sob o manto da figura jurídica de “jurisdição universal”, que permite que os tribunais locais intervirem independentemente de onde tenham sido cometidos os crimes ou da nacionalidade das vítimas e dos acusados.

*Fonte: Carta Capital. Com informações da RFI.

 

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