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Cruzeiro: economista alerta para dívidas em curto prazo e diz que clube precisaria de R$ 500 milhões para retomar situação de estabilidade

O Cruzeiro tem endividamento líquido de cerca de R$ 800 milhões, dos quais aproximadamente R$ 600 milhões são débitos em curto prazo, que precisam ser quitados nos próximos 12 meses. Especialistas da área financeira se assustam com a profundidade do fosso em que o clube foi jogado por ex-dirigentes – alguns inclusive investigados pela Polícia Civil e pelo Ministério Público, casos do ex-presidente Wagner Pires de Sá, do ex-vice de futebol Itair Machado e do ex-diretor geral Sérgio Nonato. Para o economista Cesar Grafietti, esse panorama atual pode chegar a até inviabilizar o clube.

“O tamanho das dívidas assusta e a urgência em resolvê-las também. Para piorar o nível de receitas é baixo em 2020. Caso não volte à Série A, continuará baixo em 2021. E, mesmo que volte, já tem muita coisa comprometida. Os ativos perdem valor, os atletas precisam ser vendidos por preços menores, muitos deixarão o clube por falta de pagamento. A gestão é complicada. Vai demandar muito suor e estratégia em recuperação judicial para solucionar os problemas. E muita paciência. E pode sim inviabilizar o clube, exceto se a nova gestão consiga dinheiro rápido e grande para apagar o incêndio mais grosso”, disse, em entrevista ao Superesportes.

Imagens – Economista diz que Cruzeiro precisaria de R$ 500 milhões para se recuperar

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