Pesquisa Datafolha realizada na quarta (29) e na quinta-feira (30), quando Donald Trump relacionou produtos brasileiros que serão taxados em 50% para entrar nos EUA, a partir da quarta-feira (6), deixa pessimismo entre os 2004 entrevistados, com idade a partir de 16 anos, em 130 cidades.
Na pesquisa, 45% dos entrevistados acreditam que a situação econômica do país vai piorar nos próximos meses.
Anteriormente, o índice era de 33% entre as pesquisas realizadas em meados de junho e no final de julho. O pessimismo atual é o pior resultado verificado desde 2019, perdendo apenas para os 65% da pesquisa de março de 2021, na segunda onda da Pandemia da Covid-19.
O resultado atual é mais que o dobro registrado em dezembro de 2023 (22%), melhor resultado na atual gestão do presidente Lula (PT).
A pesquisa indica que 28% acreditam na melhora da economia-eram 32% em junho. Já o percentual dos que acreditam que a situação vai permanecer como está, caiu de 31% para 22%.
A pesquisa revelou também que entre os que têm conhecimento do tarifaço, 50% deles estão pessimistas com o futuro. Os que desconhecem a situação, 25% dizem que a economia vai piorar.
18% dos brasileiros desconhecem as sanções do governo Trump.
Conforme o nível de escolaridade, o aumento de descrença é maior: 34% entre os que tem cursos fundamental, praticamente metade (49%) dos entrevistados com ensino médio e maioria (54%) entre os que têm nível superior completo.
Entre os entrevistados de baixa renda, de até dois salários mínimos, 38% acreditam na piora, contra 58% daqueles que ganham mais de 10 salários mínimos.
Os empresários são os mais pessimistas, 70% deles.
Assalariados com registro em carteira 52%, moradores do sul, 53% e sudeste 51%, evangélicos, 55%.
Entre os que se declaram bolsonaristas, 71% são pessimistas com o futuro da economia. 89% dos entrevistados acreditam que o tarifaço vai prejudicar a economia e a maioria, 77%, também acreditam em impacto negativo na economia pessoal.
51% dos entrevistados com 16 anos ou mais indicam que a economia já piorou nos últimos meses, contra 47% da pesquisa realizada em junho. No ínício do governo Lula, 35% faziam a mesma avaliação.
A sensação de melhora econômica oscilou de 22% para 23%. Outros 25% acreditam que a situação permaneceu igual. Eram 28% em junho.
Para 22% dos entrevistados, a situação econômica pessoal vai piorar nos próximos meses.
Caiu de 53% para 45% o percentual dos que acreditam numa melhora, mas, para 31%, sua situação vai ficar da mesma forma, contra 37% que acreditam que a situação já piorou, o maior valor desde setembro de 2022, ainda no governo Bolsonaro (PL), quando eram 39%. Em junho deste ano eram 33% . Em julho do ano passado eram 24%.
O percentual dos que viram melhora caiu de 28% em junho para 26% em julho. Os que viram estabilidade caiu de 38% para 36%.

