Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, de 39 anos, deu entrada no Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, na noite deste sábado (5), após permanecer desaparecida por cerca de três dias. A informação foi confirmada por fontes ouvidas pela imprensa mineira. Dayanne foi companheira de Bruno Fernandes, condenado pelo sequestro, cárcere privado e homicídio triplamente qualificado de Eliza Samúdio, ocorrido em 2010.
De acordo com informações divulgadas pelo portal Itatiaia, Dayanne foi hospitalizada por volta das 22h e permanece internada em estado delicado, necessitando de suporte ventilatório. Ainda segundo relatos, ela teria viajado para a cidade de Aparecida, em São Paulo, antes de retornar à capital mineira.
O desaparecimento havia sido registrado pelo marido de Dayanne na madrugada de sexta-feira (3). Conforme o boletim de ocorrência, ela saiu de casa na manhã de quinta-feira (2), informando que iria à residência da mãe. Horas depois, deixou os filhos sob os cuidados da avó materna e não retornou para casa, nem manteve contato com familiares.
Durante as buscas, o marido encontrou diversas cartas de despedida escritas por Dayanne. Em um dos textos, ela afirma estar sofrendo ameaças de pessoas que se apresentavam como agiotas e pede ajuda para proteger seus familiares. “Peço socorro pelos meus filhos, familiares, pelo meu companheiro (…) Por essas ameaças estou perdendo minha vida”, escreveu em uma das mensagens.
Ainda segundo o relato apresentado à polícia, Dayanne deixou o telefone celular em casa. O aparelho continha trocas de mensagens com homens que se identificavam como agiotas e cobravam supostas dívidas.
Caso Eliza Samúdio
Dayanne ficou conhecida nacionalmente por ter sido esposa do goleiro Bruno Fernandes durante o período em que ocorreu o desaparecimento de Eliza Samudio, em junho de 2010. Na época, ela foi denunciada pelos crimes de sequestro e cárcere privado de Bruninho, filho de Eliza com o atleta.
A acusação sustentava que Dayanne teria permanecido com a criança no sítio de Bruno, em Esmeraldas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e informado às autoridades que Eliza havia abandonado o filho. No entanto, em 2013, ela foi absolvida pelo Tribunal do Júri, enquanto Bruno foi condenado a 22 anos e três meses de prisão pelos crimes relacionados ao desaparecimento e morte de Eliza Samudio.
As circunstâncias que levaram à internação de Dayanne e as informações sobre seu estado de saúde seguem sendo apuradas pelas autoridades.

