Itabira celebra, neste ano, meio século de uma das histórias mais emblemáticas do seu comércio: os 50 anos da loja A Nacional, fundada em 26 de junho de 1974 por Francisco Campos, o popular Chiquinho d’A Nacional.
Sempre localizada na rua Dr. Sizenando de Barros, nº 62, no Centro, a empresa se consolidou como referência em moda, inovação e proximidade com a comunidade. Agora, sob a liderança do filho Pedro Campos, a loja entra em uma nova fase, modernizando-se sem perder a essência construída ao longo de cinco décadas.
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Um sonho que virou referência
Chiquinho relembra com emoção os primeiros passos: “É uma história de muito trabalho. Uma empresa para chegar a 50 anos no nosso país tem que ter muita dedicação e foco. Desde cedo, eu dizia que queria ser dono de loja. Muita gente não acreditava, mas sempre transpiramos inovação. A Nacional sempre precisou se modernizar a cada dia, e isso explica o que somos hoje”.
A solidez construída ao longo de cinco décadas é materializada no prédio que abriga a tradicional loja de departamento. Erguido no coração comercial da cidade, a sede da A Nacional se tornou um dos símbolos da cidade. A construção do edifício, ainda nos anos 1980, também demonstra a ousadia e o pioneirismo do seu fundador.
O projeto, assinado pelo arquiteto Oscar Ferreira, de Belo Horizonte, começou em 1988 e foi concluído em 1990. “Na época, foi algo arrojado. Queríamos uma loja moderna, de departamentos, e conseguimos. Esse prédio se tornou um cartão de visitas da cidade”, relembra Chiquinho.
Uma história feita em família
Ao lado do marido, Ester Campos acompanhou cada etapa: “Eu vi cada tijolinho ser colocado. Foram anos difíceis, mas gratificantes. O Chiquinho sempre foi íntegro e trabalhador. Hoje, é um orgulho ver o Pedro dando continuidade. A Nacional é a loja da moda, que atravessa gerações. É emocionante ver clientes dizendo que compraram aqui desde crianças e hoje vestem seus filhos com peças da nossa loja”.
O filho do casal, Pedro Campos, que assumiu a direção da loja, destaca a importância da trajetória: “A Nacional se confunde com a história de Itabira. São gerações de famílias que compram aqui. Chegar aos 50 anos é algo raro. Isso só foi possível pela paixão que meu pai transmitiu a todos nós. Hoje, seguimos modernizando a loja, buscando inovação e mantendo o amor pelo negócio e pelas pessoas. E nada disso faria sentido sem os nossos clientes”.
O impacto no comércio e na cidade
Mais do que um comerciante, Chiquinho foi um cidadão preocupado com a comunidade itabirana e o desenvolvimento socioeconômico do município. O publicitário e empresário Peron Colombo reforça o papel do fundador da A Nacional na economia local:
“O Francisco sempre foi um revolucionário do comércio, um indutor do desenvolvimento econômico da cidade. O prédio da Nacional é um símbolo de confiança no futuro de Itabira. Durante crises e planos econômicos, Chiquinho era uma referência, alguém que transmitia entusiasmo e solidariedade aos lojistas. Chiquinho foi, de certa forma, um ‘psiquiatra social’ do empreendedor itabirano”.
Histórias de quem fez parte dessa caminhada
O legado da A Nacional não se mede apenas em vendas, mas também nas vidas transformadas. Claudinéia Lage Franco, ex-funcionária, conta: “quando cheguei a Itabira há 20 anos, fui trabalhar com o Chiquinho. Ele me ajudou até a conquistar minha casa própria, me inscrevendo no projeto ‘Minha Casa, Minha Vida’. Foi um divisor de águas na minha vida. Tudo que sei sobre vendas aprendi na A Nacional, que foi uma escola para mim”.
Para Leônio Santos, outro colaborador, a experiência de trabalhar na A Nacional também foi marcante. “Trabalhar na A Nacional foi um divisor de águas. O Chiquinho não tem idade para ser meu pai, mas foi como um pai para mim. Me direcionou profissional e pessoalmente. A Nacional é sólida, respeita as pessoas e vai além de ser apenas uma loja: é um exemplo de humanidade e empreendedorismo para Itabira”.
Já Maria Eliza Monteiro, com quase três décadas de atuação na loja, relembra: “Comecei em 1986, quando o prédio estava em construção. Vivi momentos desafiadores e alegres, sempre com aprendizado. Criei minhas filhas ali dentro. O Pedro [Campos] cresceu nesse ambiente e está preparado para dar continuidade ao legado. A Nacional sempre foi referência, não só para Itabira, mas também para cidades vizinhas”.
A voz da Nacional
Outro personagem que se confunde com a história da loja é Daniel Barros, locutor responsável pela propaganda da A Nacional desde os primeiros anos — e que continua narrando os momentos do empreendimento. “Gravo para a Nacional há 50 anos. Vi a loja sair de uma portinha para se transformar nesse gigante que é hoje. São raros os clientes com os quais se mantém uma parceria tão duradoura. É uma honra fazer parte dessa trajetória e ver A Nacional chegar aos 50 anos com a força que tem”.
Celebração e futuro
As comemorações do cinquentenário começam no dia 1º de outubro, com bolo, sucos e salgados para os clientes logo na abertura da loja, às 9h30. Durante todo o mês, haverá ofertas especiais, sorteios semanais de vale-compras de R$ 500 e, como destaque, o sorteio de uma viagem internacional para Foz do Iguaçu, Paraguai e Argentina.
“Queremos comemorar com os clientes, que são a razão da nossa existência. Cada sexta-feira de outubro terá café da manhã e ofertas especiais. Esse é o início de uma tradição: todos os meses de outubro serão dedicados a celebrar a nossa história com Itabira”, reforça Pedro Campos.
Um legado que se perpetua
Mais que uma loja, A Nacional se tornou parte do cotidiano de Itabira. O prédio, erguido com ousadia, é hoje patrimônio afetivo da cidade. Os relatos de colaboradores, clientes e parceiros revelam que o segredo de 50 anos de sucesso está no equilíbrio entre tradição, inovação e respeito pelas pessoas.
Com a nova geração assumindo o comando, A Nacional segue firme em sua missão: continuar sendo a “loja da moda”, mas, sobretudo, a loja da memória e do coração de milhares de itabiranos.

