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Declaração de reitor da Unifei sobre cursos faz Câmara convocar audiência pública

Uma entrevista do reitor reeleito da Unifei, Dagoberto Alves de Almeida, publicada pelo jornal Diário de Itabira no último domingo, 11 de setembro, informando que a instituição não deve receber novos cursos pelos próximos três anos, repercutiu de forma negativa na Câmara de Vereadores. Por iniciativa de Ilton Magalhães e Marcela Cristina, ambos do PR, o Legislativo aprovou, nessa terça, 13, a realização de uma audiência pública para debater o assunto e pontuar questões sobre o futuro da universidade em Itabira.

Ilton Magalhães afirmou que a Unifei é fruto de uma parceria entre o governo federal, município e mineradora Vale, destacando que essa é uma união inédita no país. Para o vereador, qualquer decisão sobre os planejamentos da universidade em Itabira deve passar pelas três partes. “Não pode vir o reitor e querer simplesmente mudar as regras do jogo com ele em andamento”, criticou o republicano.

De acordo com matéria do Diário de Itabira, a decisão do reitor passa pela ausência de investimentos do Ministério da Educação. Segundo afirmou Dagoberto Almeida, “não há, hoje, no governo federal, nenhuma política de fomento à criação de novos cursos”. Dessa forma, o planejamento da Unifei para Itabira é consolidar os cursos já existentes. “Se você não cresce de maneira racional e consolidada, você acaba ganhando no tamanho, mas perde em qualidade”, disse o dirigente da instituição.

Os autores do requerimento disseram que vão consultar o jurídico da Câmara para saber se a audiência pública pode acontecer durante o período eleitoral. Se positivo, o encontro deve ser convocado para os próximos 15 dias. Do contrário, será marcado tão logo passe o dia 2 de outubro.

Apoio dos vereadores

O requerimento de Ilton Magalhães e Marcela ganhou apoio imediato dos colegas de Câmara. Toninho da Pedreira (PPS) afirmou estar temeroso com o futuro da educação no Brasil e, consequentemente, com o da Unifei em Itabira. “Não podemos ficar reféns dos desmandos de Brasília”, disse.

Geraldo Torrinha (PHS) criticou que as declarações do reitor surjam há menos de 20 dias das eleições municipais. Para ele, a nova administração da Prefeitura, a ser eleita em outubro, deve iniciar uma discussão com a União para que o governo federal invista mais na Unifei em Itabira. “Itabira contribui muito para o PIB do país, está na hora deles colocarem dinheiro em Itabira também”, argumentou, emendando que “cortar recursos é falta de respeito com a cidade”.

Bernardo Mucida (PSB) afirmou que a situação é grave, e que a mudança de planos não é aceitável. Ele elogiou a proposta da audiência pública e comentou que a preocupação dos vereadores é fundamental para o futuro de Itabira. Já Paulo Soares (PRB) definiu as falas do reitor como “mais uma má notícia para a cidade”.

Lado de Dona Dudu (PMDB) disse que Dagoberto Almeida foi infeliz e que as declarações negativas chegam no momento em que Itabira tanto espera da Unifei. “Não queremos paralisação do que foi planejamento, estamos esperando é o curso de Medicina para o início do ano”, criticou o vereador.

Palhaço Batatinha (PSDB), Zé Mauro da Farmácia (PV), Solimar Silva (SD) e Lúcio Mauro (PSC) também falaram em apoio à audiência pública e demonstraram preocupação com a entrevista do reitor Dagoberto Alves de Almeida. 

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