O primeiro semestre de 2025 está marcado por um prejuízo R$ 4,37 bilhões dos Correios, mais que o triplo do mesmo período do ano anterior, quando o déficit foi de R$ 1,35 bilhão.
Os dados ainda não foram confirmados pelo conselho de administração da estatal.
A crise financeira dos Correios e as dificuldades de alavancar um plano de corte de gastos levou o presidente da estatal, Fabiano Silva dos Santos a pedir demissão ao presidente Lula no início de julho, mas permanece no cargo aguardando uma definição sobre o caso.
No primeiro trimestre o prejuízo era de R$ 1,72 bilhões, o que levou a direção da empresa a ensaiar um aporte de recursos junto ao governo federal.
No segundo trimestre deste ano o prejuízo foi de R$ 2,64 bilhões.
Os gastos com o pessoal e as despesas administrativas são os principais problemas da empresa e, por outro lado, a estatal ampliou investimentos e perdeu receitas, que, no primeiro semestre de 2024 teve queda de volume de R$ 9,283 bilhões para R$ 8,185 bilhões no mesmo período desse ano, com uma queda 11,8%.
Uma das justificativas da direção da empresa é “taxa das blusinhas”, imposto de importação cobrado sobre compras internacionais de até R$ 50,00, que entraram no país a partir de agosto de 2024.
A assessoria da estatal foi procurada pela reportagem de O Globo, e até o momento não se manifestou.

