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Delação pode revelar mais envolvidos na fraude do INSS

As investigações sobre a fraude no INSS continuam em andamento- Foto: José Cruz/Agência Brasil

As tratativas para os acordos de delação premiada dos principais investigados no esquema de fraudes nos descontos associativos do INSS avançaram de forma significativa em análise conjunta realizada pela Polícia Federal (PF) e pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

As propostas de colaboração ganharam força e têm chances reais de aprovação envolvem dois nomes centrais do esquema.

O empresário Maurício Camisotti, apontado como um dos chefes e operadores financeiros do esquema bilionário de seguros e descontos abusivos. Ele já havia assinado um acordo inicial apenas com a PF em abril, mas o processo foi reiniciado para incluir a PGR e garantir validade jurídica.

O ex-diretor da Previdência Social, André Fidélis, foi preso preventivamente, acusado pela PF de receber R$ 3,4 milhões em propinas para viabilizar as fraudes dentro do órgão.

O Cenário das Negociações e os Próximos Passos

Defesas apresentam propostas —- Análise conjunta PF e PGR —-Conclusão formal dos pareceres—- Homologação STF (Min.André |Mendonça).

A PF e a PGR decidiram conduzir as negociações de forma unificada para evitar futuras contestações judiciais ou anulações.

Com o depoimento de Camisotti, busca-se detalhar o caminho do dinheiro e a rede de associações fantasmas. Co Fidélis, o objetivo é mapear o núcleo político institucional e a logística interna da Previdência Social que autorizava os pagamentos irregulares.

O esquema, alvo da Operação Sem Desconto, gerou descontos não autorizados diretamente nas folhas de pagamento de aposentados e pensionistas, com rombo estimado em cerca de R$ 6,3 bilhões.

Mesmo com o aval dos investigadores, os acordos só passarão a valer legalmente após a homologação do ministro André Mendonça, relator do caso no STF (Supremo Tribunal Federal).

*Fonte: Revista Oeste

 

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