A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu, na última terça-feira (4), um homem de 45 anos investigado por abusar sexualmente da enteada, uma criança de 10 anos. O suspeito já havia sido condenado anteriormente pelo mesmo crime, em 2015, quando recebeu pena de 18 anos de reclusão por estupro de vulnerável contra duas outras meninas da mesma idade.
De acordo com o delegado João Martins Teixeira, da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Itabira, a denúncia chegou às autoridades após a vítima relatar o caso a uma funcionária da escola onde estuda. A equipe escolar acionou o Hospital Municipal Carlos Chagas (HMCC), responsável pelo acolhimento inicial e pela escuta especializada de vítimas de crimes sexuais. “A criança já havia contado sobre os abusos à mãe e à avó, mas a apuração começou quando ela relatou novamente o caso no ambiente escolar. A escola, então, acompanhou a vítima e a mãe até o hospital, onde foi feita a escuta especializada e todo o acolhimento necessário”, explicou o delegado durante coletiva de imprensa.
João Martins destacou que o suspeito foi preso preventivamente sem intercorrências e levado à delegacia, onde prestou depoimento. “Fizemos a oitiva dele, concluímos o inquérito policial e o encaminhamos ao Poder Judiciário com o indiciamento do suspeito. Agora, a continuidade do processo fica a cargo do Ministério Público e da Justiça”, afirmou.
Apesar de a mãe da vítima ter sido informada sobre o caso pela própria criança, o delegado esclareceu que não foram encontrados indícios de conivência. “Os abusos ocorreram na ausência da mãe. Não identificamos elementos que apontem omissão ou participação dela nos fatos”, pontuou.
Histórico do investigado
Sobre o histórico do investigado, o delegado informou que ele cumpria pena em regime aberto pela condenação anterior. A Justiça deve agora avaliar se ele perderá o benefício e voltará ao regime fechado.
João Martins também detalhou o fluxo de atendimento em casos de violência sexual infantil em Itabira, reforçando a importância da atuação conjunta entre os órgãos públicos. “O Hospital Carlos Chagas realiza o acolhimento e elabora um relatório, que é encaminhado à Polícia Civil para início do inquérito. Esse trabalho integrado entre escola, hospital e polícia é fundamental para garantir a proteção da vítima e a agilidade na investigação”, ressaltou.

