A diplomação de políticos eleitos por Minas Gerais, incluindo o governador Romeu Zema (Novo), nessa quarta-feira, 20 de dezembro, foi marcada por uma confusão entre os deputados Rogério Correia (PT) e Cabo Junio Amaral (PSL). Os dois trocaram socos depois que o petista exibiu uma placa de apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O evento teve clima de jogo de futebol. De um lado, apoiadores do ex-presidente petista, com placas escritas “Lula livre”. Do outro, o grupo bolsonarista, fazendo gestos de armas com as duas mãos. No momento da confusão, o governador eleito Romeu Zema, constrangido, deixou o palco e só retornou quando a briga foi apartada.
O tumulto teve início na entrega dos diplomas aos deputados eleitos. A deputada federal eleita Áurea Carolina (Psol) levantou uma placa em homenagem à vereadora carioca assassinada Marielle Franco, de seu partido, e foi vaiada por parte do público, que fazia o símbolo de metralhadora que ficou conhecido como gesto de Bolsonaro. A mestre de cerimônias teve de pedir ao público e aos diplomados que não se manifestassem.
Quando o deputado Rogério Correia pegou outro cartaz do “Lula Livre” e se dirigiu ao centro do palco, o clima esquentou de vez. Cabo Junio Amaral se levantou e foi até o petista. Os dois trocaram xingamentos e Amaral arrancou a placa de Correia, que deu um soco na cara do colega parlamentar. Amaral devolveu o golpe e houve empurra-empurra entre os deputados, com seguranças tentando separar a confusão.
Veja o momento da briga:
Confusão na cerimônia de diplomação em Minas. Eleitos se desentendem e partem para agressão. Veja as imagens exclusivas da Tv Assembleia. pic.twitter.com/VVsbFmz5ZX
— TV Assembleia MG (@tvalmg) 19 de dezembro de 2018
Na volta da suspensão, a diplomação continuou até o final em clima de rivalidade. E isso porque, momentos antes da confusão, o governador eleito Romeu Zema havia pedido justamente união em torno dos propósitos de Minas Gerais. O discurso abordou a crise financeira que atinge o estado. “Somos 853 cidades em situação de quase falência. As prefeituras não recebem o dinheiro delas e quem paga é a população. Deixo aqui meu protesto e indignação”, afirmou.
Zema disse que o povo mineiro será o principal foco de sua gestão e que para governar é preciso ter respeito e responsabilidade. O governador eleito prevê tempos difíceis para o estado e adiantou que “medidas duras serão necessárias”. “Temos que arregaçar as mangas e tirar nosso estado da UTI, que é onde ele se encontra hoje precisaremos de união”, disse.

