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Detento sofre atentado a tiros após deixar a PPP de Ribeirão das Neves em saída temporária

Foto: Reprodução/ Ribeirão das Neves Net

Um detento de 28 anos foi alvo de um ataque a tiros logo após deixar a Penitenciária Público-Privada (PPP) de Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, nesta quinta-feira (6). Ele havia acabado de receber o benefício da saída temporária, autorizada pela Justiça, quando o veículo em que estava foi surpreendido por criminosos armados.

De acordo com a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), o homem saía do presídio em um carro por aplicativo, acompanhado da mãe, da esposa e do filho. Poucos metros à frente da portaria, um automóvel atravessou a via e os ocupantes começaram a atirar em direção ao grupo.

O motorista do aplicativo fez uma manobra de retorno e conseguiu voltar para a entrada da penitenciária, onde buscou abrigo. Mesmo assim, ele e a esposa do detento foram atingidos. Ambos foram socorridos por policiais penais e encaminhados a um hospital da região. De acordo com informações médicas, os dois receberam alta após atendimento e retirada dos projéteis.

A mãe do preso contou aos militares que apenas ela e a nora sabiam sobre a data da saída temporária. Ela afirmou que o veículo usado pelos suspeitos estava parado próximo à entrada da unidade antes da liberação do filho.

O carro utilizado no atentado tinha placas clonadas, conforme verificação da PMMG. O veículo foi localizado abandonado em uma rua próxima à penitenciária e passará por perícia da Polícia Civil, que instaurou inquérito para identificar os autores e esclarecer a motivação.

Passagens e histórico criminal

Segundo informações da Polícia Penal de Minas Gerais, o detento possui mais de 30 passagens pela polícia, incluindo crimes como tráfico de drogas, porte ilegal de arma, receptação, ameaça e lesão corporal. Ele cumpria pena em regime semiaberto e foi beneficiado com a saída temporária após decisão judicial.

A Penitenciária Público-Privada (PPP) de Ribeirão das Neves é a única do tipo em Minas Gerais. O modelo funciona em regime de Parceria Público-Privada, no qual a gestão da estrutura e dos serviços é feita por uma empresa privada, enquanto a segurança e a administração penal são de responsabilidade do Estado.

Investigação segue em andamento

A Polícia Civil informou que as equipes da Delegacia de Homicídios de Ribeirão das Neves estão à frente do caso. Até o momento, nenhum suspeito foi preso. A principal linha de investigação é a de acerto de contas relacionado a desavenças anteriores do detento.

O caso reacende o debate sobre a segurança nas saídas temporárias e o risco de violência contra presos e terceiros nas imediações das unidades prisionais. Apesar de o benefício ter caráter de ressocialização, autoridades reconhecem a necessidade de reforçar medidas de proteção e monitoramento.

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