Na noite do último domingo (17), a praça do Areão, em Itabira, se tornou o palco principal do encerramento da 48ª edição do tradicional Festival de Inverno. Na programação montada pela Fundação Cultura Carlos Drummond de Andrade (FCCDA) teve contação de histórias para as crianças; declamação de poesias; show Dandá, com a dupla Dan e Duca; o rapper itabirano Thiago SKP e, por fim, a apresentação da cantora Maria Gadú, acompanhada pela Orquestra Opus.
Durante a passagem de som, que aconteceu em meio às outras apresentações artísticas, o público foi à loucura ao ver a cantora no palco ao longo de cerca de 40 minutos. Ao lado da orquestra, Gadú deu um gostinho do seria sua apresentação mais tarde. Ainda no palco, ela conversou rapidamente com a plateia e pediu paciência para o início do show.
No camarim preparado para ela em um dos prédios da Funcesi, recebeu a imprensa para um bate-papo. Gentil, alegre e acessível, ela recebeu presentes, tirou fotos e conversou com todos com o máximo de atenção. Para a DeFato, Maria Gadú falou sobre a relação com a Orquestra Opus, a expectativa de se apresentar em Itabira e trabalhos futuros.
“A minha expectativa para me apresentar aqui pela primeira vez está ótima! Isso porque foi linda a passagem de som! Deu para sentir a energia do público. Não fazia ideia que eles estavam tão ansiosos para me conhecer”, confessou.
Sobre o repertório, a cantora revelou que ele é um misto do que ela já fez em sua carreira.
“A gente vem fazendo ele há um bom tempo com a Orquestra Opus. E estou bem feliz também de reencontrá-los no palco. A gente tinha planos, para esse período em que a pandemia se instaurou, que foram adiados. Essa é a primeira vez em que a gente vai tocar junto depois disso tudo. Então, é um repertório que reúne coisas de todos os discos, coisas que eu estava fazendo em shows, parceria com o Caetano Veloso… E quase todos os clássicos que todo mundo conhece e espera”, compartilhou.
Sobre voltar a Itabira com um projeto solo, Maria Gadú não deixou de dividir uma pontinha de esperança. “A gente pode ir sonhando com isso. Espero que haja segunda, terceira e quarta vezes aqui. É só me chamar que eu venho”, afirmou.
Show de simpatia
Quando voltou para a apresentação, a artista colocou toda sua emoção nas versões orquestradas de sucessos como “Bela flor”, “Altar particular”, “Quando fui chuva”, “Axé acapella”, “Dona Cila”, “Shimbalaiê”, entre outros. Para os covers das canções “Lanterna dos afogados”, dos Paralamas do Sucesso; “Ne me quitte pas”, de Edith Piaf; e “Quase sem querer”, de Legião Urbana; Maria Gadú contou com o coral feito pela plateia.
Durante o show, simpática como sempre, a cantora declamou a poesia “Mãos dadas”, de Carlos Drummond de Andrade”. Além disso, surpreendeu o público atendendo a um pedido: ao violão, acompanhada de improviso pela orquestra, ela cantou a famosa “João de barro”. E, assim, encerrou o 48º Festival de Inverno de Itabira.
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