No dia Mundial do Queijo, comemorado nesta terça-feira (20), Minas Gerais reafirma sua posição como o coração da queijaria nacional. Dados inéditos da Emater-MG revelam que a agroindústria familiar mineira produziu 43 mil toneladas do alimento em 2025, destacando a força econômica e cultural do setor.
O levantamento, que envolveu mais de 800 municípios, aponta a existência de 12,5 mil empreendimentos familiares no estado. A produção é diversificada, mas os queijos artesanais feitos com leite cru correspondem por 32,1 mil toneladas (74,6% do total).
Deste montante, o Queijo Minas Artesanal (QMA) se destaca, com 18,4 mil toneladas produzidas por 3,5 mil agroindústrias. O reconhecimento internacional veio em 2024, quando os Modos de Fazer o QMA foram declarados Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO.
O vice-governador Mateus Simões enalteceu a tradição: “Nossos produtores são motivo de orgulho para todo o estado. Essas famílias mantêm a tradição viva e movimentam a economia de Minas Gerais, com uma fabricação de excelência, que nos torna referência não só para o Brasil como para o mundo”.
A coordenadora técnica da Emater-MG, Rayanne Soalheiro de Souza, explicou o impacto: “A produção de queijos artesanais representa um salto estratégico para a diversificação econômica e agregação de valor ao leite produzido nas propriedades”.
Os números reforçam a vocação mineira. O estado é o maior produtor de leite do Brasil, com 9,3 bilhões de litros/ano (27% do nacional), e destina quase metade do volume inspecionado para a fabricação de queijos.
A cadeia produtiva, que vai da pequena agroindústria familiar à grande indústria, segue em processo de modernização, buscando superar desafios para manter a competitividade e a qualidade que têm conquistado prêmios no exterior.

