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Diarista participa de reconstituição da morte de casal em BH

Diarista participa de reconstituição da morte de casal em BH

Foto: Reprodução/Itatiaia

A Polícia Civil realiza nesta quarta-feira (8) a reconstituição da morte de Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, dentro do apartamento onde o casal morava, no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. A diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, presa pelo crime, foi levada ao imóvel para participar da reprodução simulada.

O objetivo da diligência é reconstruir a dinâmica do latrocínio, que é roubo seguido de morte, e confrontar a versão apresentada pela investigada com os elementos já reunidos no inquérito. A apuração é conduzida pelo Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio  (Depatri) da Polícia Civil.

A chegada de Paola ao prédio foi acompanhada por movimentação de equipes de segurança e protestos de moradores da região. A investigada desceu de um veículo da Polícia Penal e entrou no edifício onde o casal foi encontrado morto em 29 de junho. Após o fim da reconstituição, Paola foi encaminhada ao Depatri para novos depoimentos.

Segundo a investigação, Paola havia sido indicada para fazer faxina no apartamento e trabalhava pela primeira vez na casa das vítimas no dia do crime. Ela foi presa três dias depois, em um hotel em Itabira, acompanhada do filho de 6 anos.

A Polícia Civil já havia informado que a diarista confessou a autoria do crime após ser localizada. A defesa dela manifestou interesse na participação da investigada na reconstituição, mas a presença não é obrigatória, já que ninguém pode ser obrigado a produzir prova contra si mesmo.

A reprodução simulada ocorre dois dias depois de a Polícia Civil retornar ao apartamento e localizar uma faca apontada como a arma usada no crime. O objeto foi encontrado após indicação da própria investigada e reagiu ao teste com luminol, produto usado pela perícia para identificar vestígios compatíveis com sangue.

A faca será submetida a exames complementares, incluindo análise de DNA. Para os investigadores, o resultado pode ajudar a confirmar a dinâmica do crime e fortalecer o conjunto de provas reunido no inquérito. A Polícia Civil também informou que outras diligências ainda serão feitas para apurar se houve participação de terceiros.

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