Durante a última reunião ordinária da Câmara Municipal de Itabira, realizada na terça-feira (12), o vereador Rodrigo Alexandre Assis Silva, o Diguerê (MDB), levantou um debate sobre a possibilidade de manter as creches municipais abertas durante pontos facultativos. A ideia seria apresentada em forma de anteprojeto, com o objetivo de atender principalmente famílias que trabalham no comércio ou na iniciativa privada e que enfrentam dificuldades em feriados prolongados.
Atualmente, as creches conveniadas com o município seguem o calendário de pontos facultativos, o que obriga pais e mães que não têm dispensa no trabalho a buscar alternativas como parentes, hotéis infantis ou mesmo a faltar ao serviço.
Segundo Diguerê, a proposta não teve a intenção de retirar direitos dos profissionais das creches, mas sim de buscar alternativas como a criação de um sistema de plantão ou contratação temporária para manter o atendimento: “O anteprojeto trata do funcionamento das creches em dias de ponto facultativo, não em feriados, sábados ou domingos, como chegou a ser divulgado de forma equivocada. O objetivo nunca foi aumentar a carga de trabalho dos profissionais, mas sim garantir um suporte às famílias que não têm opção”, esclareceu.
O vereador frisou que seu papel é olhar para toda a cidade, incluindo trabalhadores de setores como hospitais, comércio, padarias e indústrias, que não contam com a possibilidade de emendar pontos facultativos. Além disso, ele ressaltou sobre a complexidade da questão, já que o direito à convivência familiar também precisa ser considerado, mas reforçou que muitas famílias não têm alternativa.
“Se pai e mãe trabalham, a criança não vai estar no seio familiar de todo modo, mas com parentes ou em outros espaços. É uma realidade que precisa ser discutida com responsabilidade. Não se trata de exceções, mas de pensar em quem precisa realmente do serviço”, completou.
Apesar da relevância do tema, o parlamentar reconheceu que, no momento, não há condições financeiras para que o município assuma os custos da contratação de novos profissionais ou pagamento de horas extras.
“Para que o serviço funcione em pontos facultativos seria necessário contratar mais pessoas. Mas, diante da atual situação do município, não há condições de arcar com esses custos. Por isso, recuamos, mas deixamos a discussão lançada. Esse é um debate importante e que precisa continuar”, conclui.

