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Discussões sobre a continuidade ou não de Hulk devem ser conduzidas com doses equilibradas de respeito e frieza

Foto: Pedro Souza/Atlético

Em meio à necessidade de novos reforços para 2026, o Atlético possui outra importante pendência a resolver: a continuidade de Hulk. Um dos maiores ídolos da história do clube, o paraibano fez um 2025 ruim e tem a permanência no Galo vista como incerta.

Os exageros, claro, já surgem aos montes. Alguns defendem que o atacante deve seguir no clube até se aposentar, enquanto outros sugerem sua dispensa imediata. Muita calma nessa hora.

É fato que Hulk, na última temporada, pouco ou quase nada justificou o milionário salário recebido. Mas estamos falando de uma liderança importante, capaz de decidir até nos maus momentos e ídolo de uma geração de atleticanos. Sua continuidade não deve ser discutida como outra qualquer.

Por outro lado, fazer grandes sacrifícios financeiros por um atleta em claro declínio físico e técnico também não me parece interessante. O futebol brasileiro possui uma histórica dificuldade de finalizar ciclos, e não foram poucas as vezes em que os clubes se prejudicaram na tentativa de preservar idolatrias a qualquer custo. Um erro fatal.

Ser grande é entender que nenhum jogador, independentemente do seu peso, é maior do que a instituição a qual representa.

Sobre o colunista

Victor Eduardo é jornalista e escreve sobre esportes em DeFato Online.

O conteúdo expresso é de total responsabilidade do colunista e não representa a opinião do portal DeFato Online.

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