No domingo (15), os clubes brasileiros iniciaram sua trajetória no novo Mundial de Clubes, agora bem mais amplo. Enquanto o Botafogo venceu o Seattle Sounders por 2 a 1, mais cedo o Palmeiras brincou de perder chances e empatou por 0 a 0 com o Porto.
Após um primeiro tempo equilibrado, o time comandado por Abel Ferreira dominou completamente as ações nos 45 minutos finais e ficou por detalhes de uma vitória no Mundial. Por esse contexto, antes mesmo do jogo acabar, muitos já bradavam nas redes sociais: o futebol brasileiro é muito superior ao português. Uma precipitação, visto que é impossível traçar um diagnóstico deste nível com uma amostragem tão pequena.
O que faz a bola jogada por aqui ser melhor do que outra é o que acompanhamos diariamente, não em apenas 90 minutos, onde inúmeros fatores podem causar impacto direto. E é legítimo que alguém se sinta mais atraído pelo nosso futebol.
Inegavelmente, evoluímos muito nos últimos seis, sete anos. Nossos clubes estão mais profissionais, jogadores de altíssimo nível desembarcaram no país, a média de público melhorou… mas ainda considero que, diante disso tudo, deveríamos oferecer um produto mais interessante ao torcedor.
A constante ainda são os jogos picados, com postura exageradamente conservadora dos times e reclamações infinitas com a arbitragem. Do que adianta trazermos grandes jogadores se não oferecermos a eles 90 minutos para jogarem?
Por isso, é inútil nos compararmos com a Europa, que não se resume ao Porto, diga-se. O primeiro desafio é olhar para nós mesmos e refletirmos se o que oferecemos é o ideal. Só assim teremos certeza do lugar que ocupamos sem precisar de migalhas europeias.
Sobre o colunista
Victor Eduardo é jornalista e escreve sobre esportes em DeFato Online.
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