Site icon DeFato Online

Gestor do Cruzeiro teme nova punição da FIFA, similar à que tirou 6 pontos do clube

Dívidas do Cruzeiro

Núcleo Dirigente Transitório da Raposa corre atrás de soluções para não ter mais sanções esportivas por débitos de contratações - Foto: Divulgação/Cruzeiro

A notícia de que o Cruzeiro começará a Série B do Brasileirão com seis pontos negativos deixou os cruzeirenses pra lá de preocupados com a situação financeira do clube. Na noite de ontem (19), o clube foi comunicado pela Fifa da perda dos pontos, devido ao não cumprimento de uma ordem de pagamento, emitida pela entidade em março deste ano, que se refere à contratação, por empréstimo e de seis meses, do volante Denilson, junto ao clube Al Wahda, dos Emirados Árabes Unidos.

O Cruzeiro tinha como data limite para pagamento da dívida, no valor de 850 mil euros (cerca de R$ 5 milhões), a última segunda-feira (18). Para evitar a punição de perda de pontos da FIFA, a Raposa tentou renegociar um parcelamento diretamente com o Al Wahda, oferecendo até mesmo o empréstimo de outros jogadores do elenco, mas não conseguiu um acordo com a equipe árabe.

Em nota oficial divulgada logo após a sanção da FIFA ser conhecida, o Cruzeiro apontou que a eleição presidencial e a pandemia do novo coronavírus (Covid-19) dificultou um desfecho positivo da negociação junto ao clube árabe.

“As tratativas com o Al-Whada vinham se desenvolvendo positivamente nas últimas semanas, embora a troca iminente na direção do clube, com as eleições para presidente na próxima quinta-feira, 21, também tenham colaborado para dificultar as negociações. Outra dificuldade, além da falta de receitas da Raposa, que teve seus recursos ‘varridos’ na antiga administração, é o atual momento, com a pandemia da Covid-19, o coronavírus”, justifica o Cruzeiro.

Agora, o Cruzeiro terá um novo prazo para efetuar o pagamento da dívida pelo volante Denilson. Se o débito não for quitado na nova data estabelecida, o clube deverá arcar com uma nova punição da Fifa.

Nova dívida

Em entrevista à Rádio 98 FM, de Belo Horizonte, o presidente do Núcleo Dirigente Transitório do Cruzeiro, Saulo Fróes, admitiu estar preocupado em relação a uma nova dívida da Raposa envolvendo contratação de atletas, similar a que tirou 6 pontos da equipe antes mesmo de começar a Série B.

Saulo Fróes revelou que a Raposa não tem condições de pagar a dívida pela compra do atacante Willian Bigode, que à época pertencia ao Zorya Luhansk, da Ucrânia. Saulo informou que o pagamento da dívida, que é avaliada em torno de R$ 10 milhões, tem vencimento para o fim deste mês de maio. Caso o Cruzeiro não efetue o pagamento do débito, o clube deverá sofrer nova sanção da Fifa. Para que a Raposa não arque com a nova punição, o presidente do Núcleo transferiu a responsabilidade da quitação para o novo presidente eleito, que será conhecido nesta quinta-feira (21)

“Posso te dizer que em todos os momentos a gente sabia que o ideal era pagar. Mas não tem dinheiro. E antigamente era fácil, porque parecia que não precisava pagar. E a gente tentou arrumar dinheiro com alguns cruzeirenses, mas são valores que chegam a quase R$ 6 milhões, e temos um dívida no final do mês de mais de R$ 10 milhões do Willian Bigode, que o outro presidente vai ter que resolver, porque será após a eleição. Não conseguimos levantar o dinheiro de forma nenhuma pelo problema de credibilidade, o problema das eleições. Esses foram um dos maiores problemas, e a gente ainda tem esperança de reverter”, afirmou Saulo Fróes.

 

 

Exit mobile version