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Do protagonismo ao ostracismo: dupla Gre-Nal não coloca medo em mais ninguém

Do protagonismo ao ostracismo: dupla Gre-Nal não coloca medo em mais ninguém

Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA

Porto Alegre, definitivamente, dormiu triste no último sábado (13). Enquanto o Grêmio foi derrotado, em casa, pelo surpreendente Mirassol por 1 a 0, o Internacional foi atropelado pelo Palmeiras por 4 a 1. Uma rodada que resume bem a realidade dos principais clubes gaúchos nos últimos anos.

Lembro que por volta de 2009 passei a simpatizar bastante com os dois rivais. Perdia horas assistindo a vídeos da Geral do Grêmio e da Guarda Popular, que traziam ao Brasil um novo modo de torcer, pautado no apoio incondicional durante os 90 minutos. Mas, para além das arquibancadas, ainda havia o fator campo.

Enquanto o Internacional exibia com orgulho o lema “Campeão de tudo” e encantava a América do Sul com jogadores como D’Alessandro, Fernandão, Nilmar e Alex, o Grêmio, com times limitados, protagonizava brilhantes campanhas na Série A e na Libertadores, popularizando a famosa “Avalanche”.

Mesmo na disputa da segunda divisão, em 2005, o Imortal escreveu uma das histórias mais fantásticas do futebol brasileiro: a Batalha dos Aflitos. Descer ao sul do País era um filme de terror para os demais clubes brasileiros.

Um cenário muito diferente do atual. Presa ao passado, a dupla Gre-Nal virou o famoso “não fede, nem cheira”. Assim como em 2019, o Inter foi eliminado pelo Flamengo na Libertadores deste ano, um resultado normal não fosse a apatia das duas ocasiões.

Os colorados que assistiram à belíssima cobrança de falta de Andrezinho aos 43 minutos do segundo tempo do segundo jogo das quartas de final da Copa do Brasil em 2009 certamente se incomodaram com a tranquilidade com que o rubro-negro superou os dois mata-matas recentes.

Já o Grêmio conseguiu fazer pior. À época comandado por Renato Gaúcho, o tricolor levou um humilhante 5 a 0 do Flamengo em 2019. O jogo da ida, que terminou com um empate por 1 a 1, já havia sido completamente dominado pelo histórico time treinado por Jorge Jesus.

Seis anos depois, pouca coisa mudou. Ou melhor, as torcidas mudaram. As festas sensacionais da Guarda Popular e da Geral do Grêmio, que tanto encantaram o País, deram lugar aos públicos frios e fracos.

Um sintoma do declínio de dois dos maiores clubes do futebol brasileiro.

Sobre o colunista

Victor Eduardo é jornalista e escreve sobre esportes em DeFato Online.

O conteúdo expresso é de total responsabilidade do colunista e não representa a opinião do portal DeFato Online.

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