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Dólar dispara com temor de tarifas dos EUA e impacto de inflação pressiona juros futuros

Dólar dispara com temor de tarifas dos EUA e impacto de inflação pressiona juros futuros

Foto: Reprodução/Freepick

O dólar à vista teve forte alta na manhã desta quinta-feira (10), sendo cotado a R$ 5,62, com avanço superior a 2%. A valorização da moeda americana ocorre após o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que aplicará uma tarifa de 50% sobre as importações brasileiras a partir de 1º de agosto. A medida, revelada após o fechamento do pregão de ontem, provocou tensão no mercado financeiro.

No início dos negócios, o dólar futuro de agosto entrou em leilão e operava próximo de R$ 5,65 por volta das 9h20, com alta de cerca de 0,60%. O movimento cambial influenciou também os juros futuros, que passaram a subir em meio à aversão ao risco e à pressão inflacionária.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta quinta pelo IBGE, mostrou uma alta de 0,24% em junho, ligeiramente abaixo dos 0,26% registrados em maio. O resultado veio dentro do intervalo projetado pelo mercado, cuja mediana era de 0,20%. Com isso, o IPCA acumula alta de 2,99% no ano e 5,35% nos últimos 12 meses, acima do teto da meta de inflação.

Para o coordenador do IPC-Fipe, Guilherme Moreira, a inflação segue trajetória de desaceleração, puxada pela sazonalidade da alimentação in natura. Entretanto, o grupo Habitação apresentou elevação, passando de 0,30% no fim de junho para 0,38% na primeira quadrissemana de julho, o que pode reacender a pressão inflacionária.

Além das incertezas comerciais com os EUA, o cenário externo ganhou mais um fator de tensão: o Japão suspendeu a importação de frango, ovos e derivados do município de Meleiro, em Santa Catarina, após a confirmação de um caso de gripe aviária em aves de subsistência. A medida também se estende à entrada de aves vivas e ovos férteis provenientes de todo o estado catarinense.

A China, por sua vez, reagiu à imposição de tarifas pelos EUA sobre o cobre, criticando o uso indiscriminado do argumento de “segurança nacional” nas decisões comerciais. A retaliação americana foi interpretada por Pequim como uma tentativa de politizar as relações econômicas internacionais.

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