Em sua primeira manifestação pública após a confirmação de sua transferência para a Arquidiocese de Juiz de Fora, dom Marco Aurélio Gubiotti confirmou que tomará posse como arcebispo metropolitano no próximo dia 7 de março, data que marca oficialmente o encerramento de seu episcopado à frente da Diocese de Itabira–Coronel Fabriciano. Durante coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (8), o bispo falou sobre o período de transição, explicou como se dará a substituição no comando pastoral e afirmou que acolhe a nova missão “com serenidade, fé e espírito de obediência”.
Até 7 de março, dom Marco Aurélio seguirá à frente da diocese itabirana, cumprindo compromissos pastorais, entre eles a ordenação de três novos padres, sendo a última a do diácono Marlon Mendes Gonçalves, que marcará oficialmente o encerramento de seu episcopado local. A cerimônia será realizada no dia 21 de fevereiro, na Paróquia Sagrada Família, em Ipatinga.
À frente da Diocese de Itabira–Coronel Fabriciano há quase 13 anos, o bispo afirmou que se sentia plenamente realizado e preparado para permanecer no cargo, mas acolheu a nova missão como um ato de obediência e fé. “Eu me sentia preparado e feliz para viver todo o tempo do meu ministério aqui em Itabira. No entanto, é um sim que custa, não é fácil, mas que foi dado de forma serena”, afirmou.
Período de vacância e processo de substituição
Com a saída definitiva do bispo, a Diocese de Itabira–Coronel Fabriciano entrará em período de vacância, sem prazo determinado para a nomeação de um novo titular. Dom Marco Aurélio explicou que, a partir do momento em que se ausentar da diocese, o Colégio dos Consultores deverá se reunir imediatamente para eleger um administrador diocesano, que poderá ser um bispo ou um presbítero, da própria diocese ou de outra.
Esse administrador exercerá funções com poderes limitados, especialmente no primeiro ano, garantindo que a vida pastoral da diocese não seja paralisada. “Infelizmente, o período de vacância não tem um tempo limite, mas temos visto que o Núncio Apostólico tem sido muito ágil nas nomeações. Tenho viva esperança de que esse período será curto”, afirmou. Dom Marco Aurélio destacou ainda que, embora não saiba quem será seu sucessor, a diocese já pode rezar por ele.
“Esse irmão já está no coração de Deus, e essa Diocese merece um bom bispo”, disse.
Durante a coletiva, o bispo fez um balanço positivo do trabalho pastoral desenvolvido ao longo de seu episcopado, destacando a atuação do clero, dos diáconos permanentes e do laicato. Segundo ele, a diocese conta com um número expressivo de sacerdotes, não apenas em quantidade, mas também em qualidade e disponibilidade pastoral.
Apesar dos avanços, dom Marco Aurélio reforçou que os frutos alcançados não permitem acomodação. “Essa alegria não nos acomoda, ela nos entusiasma ainda mais. Queremos chegar aonde ainda não chegamos e ir além das fronteiras das igrejas paroquiais”, afirmou.
Irmandade Nossa Senhora das Dores e mensagem aos fiéis
Questionado sobre a presidência da Irmandade Nossa Senhora das Dores, mantenedora do Hospital Nossa Senhora das Dores (HNSD), dom Marco Aurélio explicou que a transferência não compromete o funcionamento da instituição. Segundo ele, haverá um período de vacância na presidência, conforme o estatuto, até que o Conselho Administrativo defina os encaminhamentos.
Até sua saída efetiva, ele permanece na função de presidente e reafirmou seu compromisso com o hospital. “Aprendi a amar o Hospital Nossa Senhora das Dores e a me empenhar para que ele cumpra sua missão, que hoje é regional. Esse crescimento tende a se acelerar”, disse, ressaltando que os principais beneficiados continuam sendo os moradores de Itabira.
Em tom de despedida, dom Marco Aurélio agradeceu à comunidade diocesana pela acolhida ao longo de seu ministério e afirmou que sempre buscou pautar sua atuação pelo amor fraterno, pela comunhão e pelo serviço. “Sempre me senti em casa, em família. Esse ambiente permitirá que a diocese continue crescendo na vivência do amor de Deus e na missão evangelizadora”, declarou.
Ao falar sobre o novo desafio em Juiz de Fora, o bispo disse que chega com humildade e sem pretensão de “substituir” seu antecessor, mas de dar continuidade ao trabalho realizado, promovendo também as renovações necessárias. “É um novo lugar, mas o compromisso é o mesmo: estar à disposição da Igreja e do povo de Deus”, concluiu.

