A prisão do empresário de 33 anos pela Polícia Civil na manhã desta quarta-feira , 7, em João Monlevade, foi feita a partir do depoimento de duas vítimas. Segundo o delegado chefe da 4ª Delegacia Regional de Polícia Civil, Paulo Tavares, e o promotor Rodrigo Fragas, que concederam entrevista coletiva à imprensa no fim da tarde de hoje, as denúncias ao Ministério Público resultaram em investigações iniciadas em abril.
As apurações apontaram que o referido empresário, que é proprietário e professor de um curso de pré-vestibular na cidade, estaria usando sua posição para obter vantagem sexual com as alunas. Uma das vítimas é maior de idade, mas outra é menor, mas tem mais de 14 anos. Questionado se houve comprovação do ato sexual com algumas das vítimas, o promotor disse que preservaria as mesmas.
Busca e apreensão na casa e na empresa
O delegado informou que oito policiais participaram da ação de prisão, busca e apreensão, tanto na casa do suspeito quanto no pré-vestibular. Foram apreendidos maquinários digitais e uma pequena quantidade de maconha, na casa do empresário. “O maquinário está preservado para, quando tiver a autorização, passar por perícia”, informou Paulo Tavares. Ainda segundo o delegado, a ocorrência foi feita às 6h30 e o empresário estava sozinho em casa.
Ao final da entrevista, o promotor Rodrigo pediu que outras possíveis vítimas procurem tanto o Ministério Público quanto a Polícia Militar e Polícia Civil. “Não apenas neste caso, mas em qualquer outro. É muito importante que as mulheres denunciem e nos permitam a investigação dos casos”, ressaltou Rodrigo. Ainda segundo o promotor, como o empresário tem cursinho em Itabira, é possível que o Ministério Público dessa cidade também abra investigação.
O empresário está preso preventivamente pelo prazo de 10 dias. “Mas quero finalizar a investigação do caso antes disso”, disse o promotor.

