O presidente do conselho de ministros da Itália, Mario Draghi, anunciou, nesta quinta-feira (21), na Câmara dos Deputados do país, a renúncia ao governo de ampla coalizão que vinha liderando. Em discurso na Casa, o líder indicou que seguiria ao Palácio Quirinale, sede da presidência da República italiana, onde irá apresentar sua renúncia oficialmente ao presidente do país, Sergio Matarella.
Na quarta-feira (20), Liga do Norte e Forza Italia se juntaram ao Movimento 5 Estrelas (M5S, na sigla em italiano) no boicote a um voto de confiança proposto pelo governo, inviabilizando a ampla coalizão.
O presidente pode delegar a outra pessoa a chance de formar um governo. Na atual legislatura, eleita em 2019, três coalizões diferentes já comandaram a Itália. Antes de Draghi, Giuseppe Conte, do M5S, foi duas vezes primeiro-ministro.
Draghi comandou uma ampla coalizão que, dentre os principais partidos do país, não contava apenas com o Irmãos de Itália. A sigla lidera as pesquisas eleitorais para um futuro pleito. Hoje, em meio a renúncia, sua líder, Gerogia Meloni escreveu em seu Twitter: “a vontade do povo se expressa apenas de uma maneira: votando. Vamos devolver esperança e força à Itália”.
Presidente dissolve Parlamento
O presidente da Itália, Sergio Mattarella, dissolveu o Parlamento em um movimento que considerou “inevitável”, após os recentes debates e a votação realizada ontem no Senado italiano, como disse em discurso. “É sempre a última escolha, especialmente neste momento”, disse. Em sua fala, Mattarella agradeceu a Mario Draghi pelos serviços durante os últimos 17 meses como primeiro-ministro da Itália.
A dissolução foi adotada após o segundo pedido de renúncia de Draghi, durante a madrugada desta quinta. De acordo com a agência italiana Dire, segundo fontes qualificadas, a eleição deve ocorrer no dia 25 de setembro.

