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É pra valer? carta de Bolsonaro formaliza o nome de seu filho Flávio para 2026

Carta manuscrita de Jair confirma a candidatura de Flávio à presidência- Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Carta escrita de próprio punho no dia 23 de dezembro pelo ex-presidente Jair Bolsonaro ainda na prisão em que se encontra na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, oficializa seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL) como pré-candidato à Presidência da República, para continuidade do seu projeto político. Bolsonaro determinou que a carta fosse lida somente no dia 25, após sua internação para cirurgia no Hospital DF Star, na capital federal.

No texto, o ex-presidente diz que a escolha pelo seu filho é “consciente e legítima”, e reafirma a escolha do filho em um momento em que ele busca driblar obstáculos e se firmar com candidato.

Diante do hospital e a jornalista presentes, Flávio reiterou que a carta “retira qualquer sombra de dúvida” sobre sua pré-candidatura e cobrou a unidade da direita em torno do seu nome.

“Como muitas pessoas dizem que não ouviram da boca dele, acho que isso aqui retira qualquer sombra de dúvida. Para mim não muda nada, mas para quem ainda não estava acreditando pode ser que mude”.

“Entrego o que há de mais importante na vida de um pai: o próprio filho para a missão de resgatar o nosso Brasil. Trata-se de uma decisão consciente, legítima e amparada no desejo de preservar a representação daqueles que confiram em mim”, diz a carta.

No texto, Bolsonaro também ressaltou ter indicado Flávio por conta do que ele chamou de “cenário de injustiça”, numa referência à sua condenação a 27 anos de prisão no processo da trama golpista, sentença que tira seus direitos políticos.

Flávio citou o irmão, o ex-vereador carioca Carlos Bolsonaro, e a madrasta, Michelle, afirmando que os três estão, em primeiro lugar, imbuídos na saúde do ex-presidente, para depois dar sequência a pretensões eleitorais.

Embora esteja bem cotado nas pesquisas, à frente de outros nomes da direita, Flávio tem encontrado resistências ao seu nome, recebendo críticas de lideranças de direita próximas ao seu pai, como o caso do pastor Silas Malafaia e de líderes de legendas do Centrão, além da própria Michelle, sua madrasta.

Malafaia sugeriu que Flávio não tinha “musculatura política” para concorrer com Luiz Inácio Lula da Silva, que vai concorrer à reeleição.

Ciro Nogueira, presidente do PP, aliado de Bolsonaro e próximo de Flávio, disse que “política não se faz só com amizade”, mas sim “com pesquisas, viabilidade e ouvindo outros partidos aliados”.

*Fonte: Exame.

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