O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) usou suas redes sociais e teceu críticas ao Senado por “enterrar” a PEC (Proposta de emenda à Constituição) da Blindagem, rejeitada na quarta-feira (24) na CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, por unanimidade e arquivada pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre.
Segundo Eduardo, os senadores que impediram a PEC de prosperar são “serviçais complacentes dos tiranos).
O parlamentar disse que “a PEC que o Senado engavetou tentava criar um mecanismo de proteção contra o regime de exceção implementado por um Judiciário corrupto e aparelhado”.
Os integrantes da CCJ acompanharam o parecer do relator Alessandro Vieira (MDB-SE), a favor da rejeição total da proposta, classificada por ele de “absurda” e “vergonhosa”.
O texto foi pautado pelo presidente da Comissão, Otto Alencar (PSD-BA), como o primeiro item da reunião com o fim de “sepultar” o texto.
A proposta pretendia modificar os artigos 14, 27, 53, 102 e 105 da Constituição Federal, ampliando as prerrogativas dos congressistas, estabelecendo, entre outras coisas, que para um deputado ou senador pudesse ser preso ou processado, as respectivas Casas Legislativas precisam autorizar por maioria simples (257 votos na Câmara e 41 no Senado), com um prazo de 90 dias depois da determinação da Justiça, com voto secreto.
O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro também criticou as manifestações de domingo (21), que reuniram cerca de 42 mil pessoas em Copacabana, no Rio, segundo dados do Monitor do Debate Político no Meio Digital, da USP (Universidade de São Paulo) e 43 mil pessoas na avenida Paulista, em São Paulo, segundo o Poder360.
O parlamentar disse que os políticos que se deixaram pressionar pelos atos “estão desconectados com o povo, emprenhados por narrativa da Globo e impressionados com artista fazendo micareta na rua. Vocês são reféns de desinformação e engodo”.

