Exilado desde fevereiro nos Estados Unidos, onde atua junto a autoridades norte-americanas contra autoridades brasileiras a fim de obter anistia ao pai, ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado por tentativa de golpe de Estado depois de perder as eleições de 2022 para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o deputado federal Eduardo Bolsonaro comemorou nesta segunda-feira (22) a aplicação pelo governo Donald Trump a Lei Magnitsky contra Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Instituto Lex, empresa da família do magistrado.
Em sua publicação na plataforma X, Eduardo ressaltou que as medidas adotadas “reforçam o compromisso do presidente Donald Trump, do secretário Marco Rubio e do secretário Scott Bessent com a liberdade, e avançam a estratégia de ampliar os efeitos de Lei Magnitsky sobre a rede de apoio de Alexandre de Moraes”.
As sanções, segundo o Departamento do Tesouro norte-americano, incluem o congelamento de eventuais bens sob jurisdição dos Estados Unidos e restrições a transações financeiras internacionais, e enfatiza que o ministro Moraes já havia sido alvo de medidas semelhantes em 30 de julho, pelo “uso do cargo para autorizar detenções arbitrárias preventivas e suprimir a liberdade de expressão”.
Eduardo afirma que seguirá “atuando e advogando, junto a parceiros internacionais, para que outros apoiadores que facilitaram ou se beneficiaram de condutas sancionadas sejam gradualmente incluídos, e que o cancelamento de vistos de autoridades brasileiras é um aviso inequívocos“.
O parlamentar mencionou também a denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) contra ele e o jornalista Paulo Figueiredo por coação em processo judicial apresentada nesta segunda-feira (22).
Segundo Paulo Gonet, titular da pasta, eles agiram de maneira reiterada para “submeter os interesses da República e da coletividade a objetivos pessoais e familiares”.

