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Elevação da Selic para 11,75% ao ano colabora para desaceleração do PIB

Copom leva Selic a 12,25% e indica mais dois aumentos de um ponto percentual

Foto: Pixabay

A elevação da taxa Selic (juros básicos da economia) ­de 10,75% para 11,75% ao ano, que foi efetivada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central nesta quarta-feira (16), favorece uma indesejável e intensa desaceleração do Produto Interno Bruto brasileiro, segundo avaliação da gerente de Economia e Finanças Empresariais da FIEMG, Daniela Britto.

 

“O ritmo e a intensidade dos movimentos de elevação dos juros impõem ao setor produtivo e à sociedade brasileira um custo muito alto e, por esse motivo, precisam ser questionados. Há algum tempo convivemos com um ímpeto inflacionário influenciado por choques de oferta, que tendem a ser agravados pela mudança do cenário internacional”, avalia.

Britto recorda que o conflito no Leste Europeu faz com que o Brasil e o resto do mundo estejam sujeitos a novos aumentos de preços dos combustíveis, dos alimentos e a inflação generalizada. “Ao mesmo tempo, a expansão da Covid-19 em importantes centros industriais da China resultará em nova desestruturação das cadeias globais de suprimentos”, destaca.

 Inflação

A especialista da FIEMG alerta que, em um curto período de tempo, a taxa Selic saiu de 2% para 10,75% ao ano. Simultaneamente, as expectativas de inflação parecem estar ainda mais distantes do objetivo, em sua visão.

 “Cabe refletir: a política monetária restritiva do Banco Central está sendo realmente capaz de realinhar a inflação à meta? À espera de uma resposta, corremos o risco de levar a economia brasileira à recessão em 2022 e em 2023, um cenário inaceitável para a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais”, observa Daniela.

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