“Em Brasília há uma guerra, aqui em Minas, não. Sempre fomos parceiros e continuaremos assim”. Foi assim que o secretário de Estado de Direitos Humanos, Nilmário Miranda, defendeu a coligação “Juntos Por uma Itabira Melhor”, encabeçada pelo empresário César da Dular (PMDB) e por Maria Lúcia Gazire (PT). Um dos principais nomes do PT mineiro, Nilmário esteve em Itabira na noite dessa sexta-feira, 2 de setembro, para manifestar apoio à campanha do peemedebista.
O secretário argumentou que o discurso de ódio não deve prevalecer na política. Para ele, as disputas devem ser acirradas, com exposição de projetos que permitam a livre escolha do eleitorado, mas sem que descambe para sentimentos mais agressivos, que só mancham a política do país. “As pessoas podem ser adversárias, mas nunca inimigas”, disse Nilmário, fazendo uma reflexão sobre o momento pelo qual o Brasil passa.
Em Minas Gerais, PT e PMDB continuam parceiros. O governador Fernando Pimentel é petista e tem o peemedebista Antônio Andrade como vice. De acordo com Nilmário, esse clima de parceria no estado valida a coligação em Itabira. No início do ano, a executiva nacional do PT emitiu comunicado proibindo a união da sigla com partidos que apoiaram o impeachment de Dilma Rousseff, como DEM, PSDB e PV, mas não estendeu o veto ao PMDB de Michel Temer.
Nilmário afirmou que o sistema político brasileiro está apodrecido e que os candidatos precisam aprender a praticar o que definiu como “política do século 21”, que dá espaço a mulheres, negros e pregue a transparência e a retidão administrativa. “Tenho certeza que o César é o candidato que melhor engloba essas características. Itabira é uma cidade com ótima arrecadação, foi um absurdo decretarem calamidade financeira na cidade. Com um excelente administrador, a cidade voltará a alavancar os investimentos”, declarou Nilmário.
Em Itabira
Em seu discurso, o candidato a prefeito pelo PMDB, Gil César Lopes, disse que poderia ficar de braços cruzados e dizer que o futuro de Itabira não passava por ele, mas que decidiu enfrentar as eleições para poder ajudar o município. “Sou itabirano, nasci aqui e não posso deixar a nossa cidade do jeito que está”, afirmou.
César citou as arrecadações de Itabira nos últimos quatro anos e lamentou que a cidade não tenha apresentado avanços significativos. “Tem dinheiro sendo jogado pelo ralo para atender a compromissos que foram feitos lá atrás, na campanha. Itabira tem dinheiro, é cidade rica, precisa ser bem administrada”, disse o candidato. Ele citou o apoio dos ex-prefeitos Jackson Tavares (PT) e José Maurício Silva (PMDB) e dos partidos que compõe a coligação (além de PMDB e PT, estão juntos PR e Solidariedade). “Não escondo partidos e não escondo aliados. Tem gente por aí fazendo isso. Duvido que algum candidato indique uma base forte como a minha”, exclamou.
Candidata a vice na chapa de César, Maria Lúcia comentou que a princípio relutou em participar, mas que quando se decidiu colocou que iria junto do empresário até o último dia da campanha. “Hoje, César, eu te digo que vou junto de você até o último dia de seu governo”, afirmou.
Ela também falou sobre os conflitos entre PT e PMDB no cenário nacional. “Enquanto tem essa confusão lá em Brasília, a gente caminha junto em Itabira. Não com bandeiras partidárias, mas com a bandeira do amor pela cidade”, declarou.
Além de Nilmário, César e Maria Lúcia, também discursaram os ex-prefeitos Jackson e José Maurício, o ex-vereador e diretor da Gerência Regional de Saúde (GRS), Alexandre Banana, os vereadores Ilton Magalhães (PR), Marcela Cristina (PR) e Solimar Silva (SD), o ex-vereador Élson Sá (PMDB) e o presidente do PT em Itabira, José Gomes.

