De acordo com informações de fontes do Planalto, reveladas ao jornal O Globo, na manhã desse domingo (14), o general Eduardo Pazuello, pediu o afastamento do Ministério da Saúde. O atual ministro comunicou ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) estar com problemas de saúde e que precisa de tempo para se recuperar.
Coincidentemente, o pedido vem no auge de diversos escândalos e investigações associados ao desempenho do general à frente do Ministério da Saúde. De acordo com a reportagem do jornal O Globo, Pazuello também vinha sofrendo pressão de deputados do Centrão, que pleiteiam mudança no comando da pasta alegando má gestão durante a pandemia.
As mesma fontes informaram que dois médicos cardiologistas já estão sendo cotados para a substituição. A primeira é Ludhmilla Abrahão Hajjar, professora associada da USP; e Marcelo Queiroga, presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia.
De acordo com o blog de Andreia Sadi, Ludhmilla é a preferida do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e de deputados do Centrão. Ainda assim, as fontes d’O Globo garantiu que a mudança não ocorrerá por pressão de parlamentares.
A gestão de Pazuello vem sendo duramente criticada, sobretudo no que diz respeito ao atraso no cronograma de vacinação e as confusões envolvendo o atraso na compra de imunizantes contra a Covid-19. O que se supõe é que a volta de Lula ao cenário eleitoral, deu coragem ao Centrão para pleitear mais espaços na administração de Bolsonaro.
Ao que parece, a saída de Pazuello já vem sendo discutida desde o sábado (13), quando Bolsonaro se reuniu com o presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL) e, em seguida, com os ministros Eduardo Pazuello, Walter Braga Netto (Casa Civil), Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) e Fernando Azevedo (Defesa).
O argumento de que a imagem de Pazuello está desgastada por conta das ações de combate à pandemia se tornou um forte argumento. Porém, há questões que pesam ainda mais, como os números divergentes sobre a vacinação da população, fornecidos pelo então Ministro da Saúde.
O ministro declarou formalmente ao Congresso que pretende distribuir 38 milhões de doses em março. Em solenidade na quarta-feira no Palácio do Planalto, Pazuello admitiu que o número pode ser menor.

