O Irã solicitou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) após ataque dos Estados Unidos a três instalações nucleares do país, no último dia 21 de junho.
O encontro foi realizado neste domingo (22), oportunidade em que o embaixador iraniano na Organização, Amir Saeid Iravani disse que os norte-americanos sacrificaram a sua própria segurança papra proteger o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Nethanyahu.
“O país persa sofreu uma agressão flagrante e a proporcionalidade da resposta será decidida pelas forças militares”.
Os ataques, de surpresa, tiveram como alvo as instalações nucleares de Natanz, Isfahan e Fordow, esta última a mais importante do regime islâmico iraniano.
Iravani agradeceu as nações que apoiaram seu país e escolheram “ficar do lado certo da história”.
“Nós agradecemos a todos os integrantes que escolheram ficar do lado certo da história e condenaram fortemente o ato de agressão dos Estados Unidos contra o meu país. Esse é mais um ato sujo que fica marcado na história política do país norte-americano”.
Pouco antes, Moscou e Pequim condenaram a ação dos EUA.
“Washington reafirmou que, para promover os interesses de seu aliado israelense, está preparado não apenas para ignorar os assassinatos de dezenas de milhares de mulheres, crianças e idosos palestinos, mas também para arriscara segurança e o bem-estar da humanidade”, disse Vassily A. Nebenzia, embaixador russo.
O embaixador chinês, Fu Cong disse: “A China condena fortemente os ataques dos EUA ao Irã {…} As ações norte-americanas violam seriamente os propósitos e os princípios da lei internacional, assim como a segurança e integridade territorial do Irã“.
Por sua vez, logo após o discurso do representante do Irã, o embaixador israelense na ONU, Danny Danon, agradeceu aos EUA pelos ataques e disse que todos os países deveriam dizer “obrigado” ao país norte-americano por impedir a ameaça de segurança global.
