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Empresário preso por matar gari em BH: o que se sabe, os desdobramentos e o que vem a seguir

Empresário preso por matar gari em BH: o que se sabe, os desdobramentos e o que vem a seguir

Renê, empresário que matou gari. Foto: Reprodução/Redes sociais

O empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, 47, segue preso preventivamente acusado de matar, com um tiro, o gari Laudemir de Souza Fernandes, 44, durante o seu turno de trabalho na manhã de segunda-feira (11), na rua Modestina de Souza, bairro Vista Alegre, região Oeste de Belo Horizonte. A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) ratificou o flagrante pelos crimes de ameaça e homicídio qualificado por motivo fútil e com recurso que dificultou a defesa da vítima. A prisão foi convertida em preventiva após audiência de custódia.

Linha do tempo do caso

O que dizem as autoridades e as partes

A Polícia Civil informou que a prisão em flagrante foi ratificada pelos crimes de ameaça e homicídio qualificado por motivo fútil, com uso de recurso que dificultou a defesa da vítima; o suspeito foi encaminhado ao sistema prisional e permanece à disposição da Justiça.

Enquanto a Prefeitura de BH, por meio do prefeito Álvaro Damião (União Brasil), manifestou pesar e chamou o crime de “estarrecedor”, afirmando que a SLU e a empresa terceirizada prestam assistência à família.

Já a defesa do investigado nega que Renê tenha cometido o crime e a versão foi registrada por veículos de imprensa após sua prisão.

Provas e frentes de investigação

Repercussão

O caso provocou comoção entre colegas de Laudemir e manifestações de repúdio de entidades e do sindicato municipal. O velório ocorreu em 12 de agosto, com grande presença de familiares, amigos e colegas; o sepultamento foi acompanhado sob forte comoção.

Em meio à repercussão, a universidade Harvard negou que Renê tenha estudado na instituição, apesar de alegações divulgadas sobre o currículo do investigado.

O que ainda falta esclarecer

Quem era a vítima

Laudemir de Souza Fernandes, 44, atuava na coleta domiciliar em BH e foi morto no exercício da função. O perfil do trabalhador e relatos de amigos e familiares ganharam destaque em reportagens especiais.

Próximos passos processuais

Com a prisão preventiva mantida, o inquérito entra na fase de perícias complementares, análise de dados telemáticos e oitivas remanescentes. Concluída essa etapa, o Ministério Público poderá oferecer denúncia por homicídio qualificado, entre outros delitos eventualmente apurados.

A SLU informou apoio e acompanhamento aos parentes de Laudemir, em articulação com a empresa terceirizada responsável pelo contrato.

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