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Empresário Renê Júnior diz que tiro que matou gari em BH foi acidental; carta escrita de próprio punho é divulgada

Empresário Renê Júnior diz que tiro que matou gari em BH foi acidental; carta escrita de próprio punho é divulgada

Foto: Reprodução/Vídeo/ PCMG

O empresário Renê Júnior afirmou, em depoimento à Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), que o tiro que matou o gari Laudemir Fernandes, no último dia 11 de agosto, no bairro Vista Alegre, região Oeste de Belo Horizonte, teria sido acidental.

O caso ganhou novos desdobramentos nesta semana, após a divulgação de provas que contradizem a versão inicial do investigado, que havia negado envolvimento no crime. Entre os materiais apresentados, está um vídeo em que Renê aparece manuseando a arma utilizada no disparo poucas horas após a morte da vítima.

Além disso, um exame de balística confirmou que a pistola usada no assassinato pertencia à delegada da Polícia Civil Ana Paula Lamego Balbino Nogueira, esposa de Renê. A arma, segundo as investigações, estava registrada em nome da policial.

Carta de próprio punho e mudança de advogados

Na segunda-feira (25), a defesa divulgou uma carta escrita de próprio punho por Renê Júnior, na qual ele reforça a versão de que o disparo ocorreu sem intenção de matar. O documento, segundo os representantes legais, foi redigido dentro da prisão e entregue à família.

O caso também tem sido marcado por mudanças na defesa. O empresário já trocou de advogados mais de uma vez desde a sua prisão, o que gerou confusão entre familiares, representantes e até mesmo à Justiça. A nova equipe jurídica afirmou que pretende colaborar com as investigações, mas também reforçou que irá lutar para que a versão do disparo acidental seja considerada.

Relembre o caso

O gari Laudemir Fernandes, de 45 anos, foi morto com um disparo de arma de fogo na noite de 11 de agosto, enquanto passava pelo bairro Vista Alegre. Testemunhas relataram ter visto uma discussão momentos antes do crime.

Após negar envolvimento, Renê Júnior acabou admitindo a autoria após a divulgação do vídeo e da confirmação pericial sobre a arma. Ele segue preso preventivamente, enquanto a Polícia Civil dá continuidade às investigações para definir se o disparo foi realmente acidental ou se houve intenção de matar.

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