A pandemia do novo coronavírus afetou as finanças e o planejamentos dos times brasileiros para o Brasileirão 2020. A Covid-19 tirou vidas de envolvidos com o esporte, causou insegurança nos atletas, apresentou uma rotina diferente com muitos exames por mês e trouxe um novo motivo de desfalque para os compromissos da competição.
Ao todo, a Série A registrou 302 infecções de jogadores pelo vírus durante o Brasileirão. Este foi um dos principais motivos de desfalque para os duelos do Campeonato Brasileiro. Dois times do Rio de Janeiro tiveram os recordes de infectados entre os clubes da elite.
Fluminense e Vasco tiveram 26 casos no período de 10 dias antes do início do Brasileirão até a data da última rodada. O Palmeiras, que não teve Patrick de Paula à disposição por Covid-19 na última rodada, vem logo em seguida, com 24 casos.
Times com mais atletas infectados por Covid-19 durante o Brasileirão:
| Time | Jogadores com Covid-19 |
| Vasco | 26 |
| Fluminense | 26 |
| Palmeiras | 24 |
| Santos | 22 |
| Goiás | 21 |
| Flamengo | 21 |
| Athletico-PR | 20 |
| Fortaleza | 19 |
| Bahia | 18 |
| Coritiba | 18 |
| Internacional | 17 |
| Atlético-MG | 11 |
| Atlético-GO | 10 |
| Bragantino | 10 |
| Botafogo | 9 |
| Ceará | 9 |
| Grêmio | 8 |
| Corinthians | 7 |
| São Paulo | 3 |
| Sport | 3 |
Na outra ponta, São Paulo e Sport conseguiram ter um controle rígido dos protocolos, passaram muita informação aos atletas e tiveram pouquíssimos casos de coronavírus no elenco. Em entrevista ao Globo Esporte, o diretor médico do Sport, Stemberg Vasconcelos explicou como o clube pernambucano atuou para conter a disseminação do vírus no ambiente do clube.
“A gente montou todas as barreiras sanitárias e protocolos de higienização possíveis. E também, o que a gente fez muito foi a conscientização. Todos os atletas sabem os riscos e o que pode acontecer. Eu acho que a gente conseguiu reunir um grupo muito bom. A gente não teve problema com saída de jogador para festa, barzinho ou balada”, explica.
As reações dos atletas ao vírus foram bem diferentes. A maioria sentiu pouco os sintomas. O Grêmio foi um dos clubes com menos casos durante o Brasileirão, apenas oito. Na mesma reportagem, o meia-atacante Everton contou que teve os pulmões afetados de 25 a 30%. “Foi bem difícil a volta porque eu me sentia bastante cansado. Até eu voltar ao meu nível mesmo, acho que foi mais ou menos uns 30 dias”.

