Os quatro suspeitos de envolvimento na morte do 3º sargento Célio Ferreira Souza, da PM em João Monlevade, ocupam três celas distintas no presídio local. C.R.R.M., de 18 anos, que conforme reconstituição do crime foi o autor dos disparos; e I.O.C., de 20 anos, dividem uma cela com outros presos. Os outros dois envolvidos, sendo o chefe da “gangue do Lucas” e o dono da casa onde o policial foi morto, estão em outras celas.
O delegado chefe da 4ª Delegacia Regional de Polícia Civil, Paulo Tavares, e a delegada adjunta, Camila Alves Batista, afirmam que o crime foi premeditado. Conforme investigações, o dono da casa atraiu os policiais com a falsa informação de que seu filho estaria sendo ameaçado de morte. Eles mesmo comunicou aos traficantes sobre a ida dos militares. Além disso, o suspeito mostrou o cômodo da casa onde os policiais estavam. O crime foi planejado contra a instituição Polícia Militar, não especificamente contra o sargento Célio.
O PM morreu em decorrência de dois tiros na cabeça. Tão logo foi atingido pelo primeiro disparo, à curta distância, o policial caiu de joelhos e foi executado com o segundo tiro. Tanto os dois suspeitos do assassinato, quanto o chefe da gangue que comanda o tráfico no bairro São João, foram presos.
Segundo o delegado Paulo Tavares, já se sabe que foi ordenado o crime contra a PM e que C.R.R.M., era o braço direito do chefe, por isso executou o assassinato. A investigação deve ser finalizada nos próximos dias e os autos entregues no Fórum Milton Campos.

