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Escândalo da criptomoeda LIBRA$ coloca em risco o mandato de Javier Milei na Argentina

Foto: Reprodução/Youtube/CNN Brasil

Segundo alguns veículos de comunicação do país vizinho, Javier Milei é cúmplice de um dos maiores escândalos de corrupção da história da Argentina. Tudo começou na sexta-feira (14), quando o presidente fez uso da rede social X para informar o lançamento da criptomoeda $LIBRA e garantiu: 

“A Argentina liberal cresce!!! Este projeto privado incentivará o crescimento da Argentina, financiando pequenos empreendedores. O mundo quer investir na Argentina”.

Depois do anúncio oficial, um grande número de argentinos e estrangeiros investiu na criptomoeda. Em poucas horas, porém, o sistema teve uma desvalorização de 84,82% e causou prejuízo bilionário a cerca de 40 mil pessoas, que perderam 90% do capital investido.  A moeda chegou a valer S$ 5 unitários e despencou para S$ 1. 

Com a repercussão negativa, Milei apagou a primeira postagem das redes socais e publicou outra para se explicar.

“Eu não estava ciente dos detalhes do projeto e, quando descobri, decidi não continuar conferindo publicidade a ele”, justificou.

No mês de outubro do ano passado, Milei se reuniu com os criadores da LIBRA$ na Casa Rosada, sede do governo argentino.

 A oposição do país acusa o presidente de fazer negócio ilegal com moeda suja e garante que pessoas com informações privilegiadas faturaram imensa fortuna. 

Economistas argentinos admitem que a ação fraudulenta pode ter sido um Ru Pull ou puxada do tapete.

 Parlamentares oposicionistas prometem entrar com um pedido de impeachment contra Milei.

“Esse escândalo, que nos envergonha em escala internacional, exige que apresentemos um pedido de impeachment contra o presidente”, declarou o deputado Leandro Santoro.

Neste domingo (16), o jornal Clarin noticiou que foi apresentada à Justiça a primeira denúncia criminal contra Milei. A ação é de autoria de Jonatan Baldiviezo e Marcos Zelaya. Os dois advogados alegam na sentença que “Milei é responsável pelo maior megagolpe da história da Argentina”.

O Governo nomeou uma comissão especial para investigar o caso.  A Casa Rosada informou que “o presidente tem compromisso com a verdade e está comprometido com o esclarecimento deste incidente até as últimas consequências”

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